Suplementos de livros em tempos de internet

Em vez de ver a internet como um espaço que rouba leitores do jornal impresso, perceber as possibilidades que ela cria para agregar conteúdo. Em bate-papo sobre a diversidade de pautas nos cadernos culturais, na manhã de ontem, no Fórum das Letras de Ouro Preto, as jornalistas Laura Greenhalgh, editora executiva do Estado, e Mànya Millen, editora do Prosa & Verso, do Globo, destacaram a expansão para a rede da cobertura dos suplementos de livros no século 21.

Raquel Cozer, O Estado de S.Paulo

15 de novembro de 2010 | 00h00

"Quando criamos o Sabático, não tivemos a intenção de reeditar o Suplemento Literário. Ele é nosso Suplemento Literário dos tempos da internet", disse Laura, referindo-se ao atual caderno de livros do Estado, lançado em março deste ano, e ao criado por Antonio Candido em 1956 e que se tornou referência entre cadernos voltados à literatura no Brasil. Para explicar a diferença, a editora executiva citou casos recentes como a entrevista com Philip Roth, feita pela jornalista Lúcia Guimarães, publicada no papel com chamada para a internet, onde era possível assistir a um vídeo gravado com o escritor. "É um espaço a mais. Colocamos no blog tudo o que não cabe no papel", concordou Mànya.

As jornalistas ressaltaram ainda a expansão do mercado editorial, com um número crescente de lançamentos e de novas editoras, além de eventos literários cada vez mais frequentes - o que enriquece a cobertura. "As grandes editoras têm um grande fluxo de lançamentos importantes, mas procuramos olhar também para as pequenas, que por vezes publicam títulos importantíssimos que poderiam passar despercebidos", disse Laura.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.