Super-Homem faz inimigos nos EUA por 'rejeitar sua cidadania'

Personagem diz que não quer mais ser americano, em última edição da história em quadrinhos

EFE,

29 Abril 2011 | 12h15

LOS ANGELES (EUA)- A intenção expressada pelo Super-Homem em sua última aventura nos quadrinhos - de renunciar à cidadania americana - deu origem a críticas nos Estados Unidos contra o personagem e a editora DC Comics, que é acusada de menosprezar o país.

 

As polêmicas declarações do Homem de Aço foram publicadas na edição número 900 das histórias do super-herói nos quadrinhos, lançada na quarta-feira, 27, e não passaram despercebidas pelos fãs e setores mais tradicionais, que veem o personagem como um porta-estandarte de seus valores nacionais.

 

Reuters/ DC Comics

 

"Pretendo falar nas Nações Unidas amanhã e informar-lhes que renuncio à minha cidadania americana. Estou farto de que minhas ações sejam interpretadas como instrumentos da política dos EUA", assegurou o super-herói nos quadrinhos depois de ser recriminado por participar de uma manifestação no Irã contra o presidente Mahmoud Ahmadinejad.

 

Publicações conservadoras e fãs do personagem atacaram a editora DC Comics, acusada de derrubar um "símbolo da força e da liberdade dos EUA".

 

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Em sua defesa, a editora argumentou que o plano do personagem a partir de agora é dar um "enfoque global em sua batalha interminável, embora sempre vá estar comprometido com sua família adotiva e suas raízes quando criança na fazenda no Kansas".

 

Segundo a revista The Hollywood Reporter, por trás das intenções do Super-Homem está a tentativa da editora e dos estúdios de cinema de consolidar o Homem de Aço como um personagem transnacional que atraia o maior número possível de audiência e de bilheteria em todo o mundo.

 

Desde seu início, em 1938, a história do super-herói esteve intimamente ligada aos EUA, com um traje que evoca as cores da bandeira do país. Em 1942, o personagem se tornou um símbolo do patriotismo em plena Segunda Guerra Mundial.

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