Sunigado e com boa produção

De tanto ouvir discos no fone, flagrando escorregadas em letras e arranjos, Zé Ricardo tomou cuidado especial com a produção de seu Vários em Um. Como ele mesmo diz, você pode gostar ou não do conteúdo, mas a produção não deixa dúvidas quanto à qualidade.

Lauro Lisboa Garcia, O Estado de S.Paulo

27 de agosto de 2011 | 00h00

Ele também diz que, independentemente da opinião alheia, ele faz música por necessidade pessoal. Plinio Profeta, produtor de Tiê e Katia B., afina com os anseios do cantor, e ressalta o bom violonista que ele é em várias faixas, além de contribuir com batidas e programações.

Algumas delas têm perfil radiofônico, se é que ainda se toca esse tipo de música no rádio. Se a temática principal é a da pressão da vida contemporânea, como na suingada faixa-título, parceria dele com Jorge Salomão, Zé também fala disso com bom humor, como é o caso de Me Deixa, parceria com Gabriel Moura, inspirada na história de um cara que é controlado o tempo todo com rédea curta pela mulher.

Variando de clima, ele também canta baladas não necessariamente românticas - Exato Momento (só dele, em duo vocal com Tim) e Qualquer Palavra, parceria com Dudu Falcão -, e conta histórias de carnaval nos bons sambas A Filha da Sorte (só dele) e A Corda Bamba (parceria com Regis Faria).

O baixista Arthur Maia, o pianista Laércio de Freitas, o percussionista Armando Marçal, o trompetista Jessé Sadock e Edu Krieger (violão de 7 cordas) têm participações de destaque. Bom cantor, Zé volta à cena depois de quatro anos com opções ilimitadas. Pelo menos uma pode te pegar.

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