Suíça espera solicitação formal para extraditar Polanski

Tribunal dos EUA nega pedido de julgamento a distância e pedido da vítima para encerramento do caso

EFE,

23 de abril de 2010 | 16h52

A Suíça espera receber uma solicitação oficial dos Estados Unidos sobre o veredicto definido por um tribunal de apelação norte-americano que recusou a petição do cineasta franco-polonês Roman Polanski de ser julgado a distância, antes de decidir se vai extraditar ou não o diretor.

 

Polanski é acusado de ter feito sexo com uma menina de 13 anos em 1977, quando o diretor tinha 43 anos. O cineasta, em prisão domiciliar na Suíça, terá de ir aos Estados Unidos para receber a sentença.

 

A mesma corte negou ainda, sem dar justificativas, uma petição da vítima, Samantha Geimer, que é casada e tem três filhos, para que o caso fosse revogado. Segundo seu advogado, "ela é uma pessoa prejudicada pela continuidade do processo e quer que ele termine".

 

O porta-voz do Ministério de Justiça da Suíça, Folco Galli, disse nesta sexta, 24, que necessita de um pedido formal antes de tomar uma decisão sobre a extradição de Polanski.

 

O cineasta de 76 anos foi detido em setembro do ano passado, quando chegou a Zurich e depois de passar dois meses preso foi transferido para o chalé de sua propriedade na estação alpina de Gstaad, na Suíça, onde cumpre prisão domiciliar enquanto aguarda a decisão da Justiça sobre a extradição.

 

Caso a Suíça aceite o pedido de extradição, o cineasta poderá recorrer ao Tribunal Penal Federal (TPF) suíço em um prazo de 30 dias. Mas, segundo Galli, essa instância judicial não decide sobre pedidos de extradição.

 

 

 

 

 

 

 

 

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