Renato Miranda/ TV Globo/ Divulgação
Renato Miranda/ TV Globo/ Divulgação

Sucesso no cinema, 'A Mulher Invisível' estreia na TV

Filme de Claudio Torres dá origem à série da Globo, com Luana Piovani, Débora Falabella e Selton Melo

Aline Nunes - Jornal da Tarde,

31 de maio de 2011 | 11h38

Será que uma loira 1,78 metro de altura, 60 perfeitos quilos, adepta de lingeries sensuais, vestidos decotados e apaixonada por futebol pode salvar um casamento - que não é o dela - em crise? Na vida real, poucas mulheres aceitariam uma terceira pessoa na relação. Principalmente, uma com esses atributos. Na ficção, esse mulherão, interpretado por Luana Piovani, é o escape perfeito para o relacionamento dos publicitários Pedro (Selton Mello) e Clarisse (Débora Falabella). A moça, além de sensual e bem-humorada, é invisível. Pedro é o único que consegue vê-la. E não apenas isso. Ele também beija, conversa e até faz sexo com Amanda. Enquanto isso, Clarisse fica louca com o escritório à beira da falência. Engraçado?

Nas telonas, a sinopse de "A Mulher Invisível" foi bem aceita. Em 2009, o longa do diretor Claudio Torres levou 2,3 milhões de espectadores às salas - no ranking dos filmes nacionais lançados naquele ano, "A Mulher Invisível" ficou em segundo lugar, atrás de "Se eu Fosse Você 2", com 6 milhões. Pensando nisso, a Globo, que há dois anos tem investido em obras de curta temporada, fechou contrato com a produtora Conspiração Filmes e escalou Claudio Torres para transformar A Mulher Invisível numa série de cinco episódios. A atração estreia hoje, às 23h05.

O humor é o mesmo das telonas, mas mais carregado de clichês. Só para começar, Clarisse é chefe de Pedro, um publicitário que há meses não consegue ter boas ideias. A razão do bloqueio mental? A fantasiosa Amanda, claro. Ao invés de trabalhar, o rapaz perde horas em casa com a mulher invisível. A situação perturba Clarisse, que torna-se a senhora TPM, o que rende boas risadas.

A escolha de Débora Falabella para a série - ela não estava no filme - é um acerto do diretor de núcleo Guel Arraes. "Ela é um ótimo contraponto com o temperamento da Luana Piovani", diz Guel, que fez questão escalar Débora para o papel. Os dois já trabalharam juntos em "Lisbela e o Prisioneiro" (2003) - em que ela também foi par de Selton. "Ela é uma mineirinha ótima. Uma atriz excepcional", elogia Selton. O protagonista, aliás, também definiu ao lado de Guel Arraes o nome de Débora. Selton, que no segundo semestre estreia na direção de "O Palhaço", escolheu elenco, definiu nuances no roteiro e assinou o último episódio da nova série. "Ele tem noção do todo, como um diretor precisa ter", diz Guel Arraes.

O ator Álamo Facó - que também não estava no filme - foi uma outra escolha de Selton. Na obra, ele é Wilson, melhor amigo de Pedro. Álamo e Selton se conheceram na escola de teatro Tablado, há 15 anos. De lá para cá, Álamo fez alguns testes na TV e até apareceu no seriado "A Grande Família". Mas só agora, aos 30anos, terá um papel fixo.

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