Sua presença nas telas marcou toda uma época do cinema

Muitos filmes, carreira irregular, duas indicações para o Oscar, em ambas as vezes derrotado. No entanto, Tony Curtis será lembrado por alguns papéis fundamentais na história do cinema. O principal deles, claro, naquela que é considerada a melhor comédia de todos os tempos, Quanto Mais Quente Melhor (1959), de Billy Wilder. Há uma sequência antológica, um das mais eróticas da história do cinema, quando o personagem de Tony deixa-se seduzir por uma esfuziante Marilyn Monroe. A sequência é toda montada em paralelo com imagens de um tango dançado por Jack Lemmon disfarçado de mulher nos braços de um conquistador. É genial.

Análise Luiz Zanin Oricchio, O Estado de S.Paulo

01 de outubro de 2010 | 00h00

Também é muito boa a sua participação em Spartacus (1960), de Stanley Kubrick, no papel de um belo escravo cobiçado por um senador romano interpretado por Laurence Olivier. Contracenar com Olivier não era para amadores, e pode-se dizer que Tony Curtis não faz feio. Pelo contrário. No caso, sua beleza também o ajuda, pois trata-se de uma situação que pede ambiguidade sexual.

Como quase todo galã, Curtis sofreu com a chegada da meia-idade. Os cabelos começaram a rarear e já não cumpria os requisitos estéticos de Hollywood. Nos anos 1970 tentou a televisão na série The Persuaders, que chegou a fazer sucesso e foi exibida no Brasil. Nem sempre Tony foi excepcional. Mas sua presença nas telas, mesmo em filmes ruins, marcou uma época.

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