Street dance empolga Joinville

A dança clássica mais arrojada e o street dance foram as categorias que dominaram a sexta noite de competições do 18º Festival de Dança de Joinville, em Santa Catarina, nessa quarta-feira. E como sempre, toda vez que tem street dance no palco, a platéia lota. Nos bastidores, o movimento fica por conta do serviço de atendimento médico e da Feira da Sapatilha.Pela terceira vez a campeã no clássico foi a Escola de Ballet Sesiminas, que mais uma vez se apresentou com a bailarina Ana Caroline Pagano, na categoria Ballet Clássico Avançado. Nessa apresentação, as bailarinas não são obrigadas a cumprir o rígido figurino do tutu, podem usar malhas coloridas, por exemplo e inovar na coreografia.O grupo dançou a coreografia Staccato, de Cristina Helena, proprietária de uma academia tradicional de balé clássico em Minas e que já revelou vários bons bailarinos no festival, como Fernanda Diniz, que começou a participar do festival em 1984, consagrou-se em 89 e depois conquistou a medalha superouro no Masako Oyha Word Ballet Competition, realizado em Osaka, no Japão. Hoje é partner do bailarino cubano Joan Boada e tem uma carreira internacional de sucesso.Na categoria Duo Sênior, as vencedoras da noite foram as bailarinas de Ribeirão Preto, em São Paulo, Isis Calil de Albuquerque e Roseli Tascheti Zanardo, do Stúdio de Dança Luciana Junqueira, com uma bonita coreografia reproduzindo os movimentos das ondas do mar, entitulado Como o Mar, de Luciana Junqueira.Na categoria Street Dance venceu uma companhia de Joinville, Street Santos Anjos, com a coreografia Escola de Palhaços, de Nanci Rosa que levou a platéia ao delírio, com seu jeito mais gingado do que marcial, como em geral têm sido as apresentações do gênero.Nos bastidores, o movimento intenso concentra-se na Feira da Sapatilha e, por incrível que pareça, no ambulatório, que atende em média 60 pessoas por dia, segundo o médico paulista responsável pela equipe médica Ivan Lopes de Oliveira. Culpa do frio, que enrijesse os músculos e acaba provocando lesões nos tornozelos, joelho, dores lombares e tendinites. Além dos três médicos, a equipe conta com quatro fisioterapeutas para o atendimento dos bailarinos. Já a feira, no hall de entrada do Centreventos Cau Hansen, tem 56 barraquinhas que vendem de tudo que um bailarino gosta: malhas, sapatilhas, agasalhos, blusas de lã e comilanças como chocolares, doces e pequenas lanchonetes. Uma das mais procuradas é a Do Dance Brasil, onde as meninas buscam os artigos da grife Dina Nina.

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