Mark J. Terrill/AP
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Stan Lee, ícone dos quadrinhos, é acusado de abuso sexual

Massagista afirmou que ele a acariciou e tocou em suas genitais

AFP

24 Abril 2018 | 16h30

Uma massagista processou Stan Lee, autor da editora Marvel Comics, por abuso sexual, acusando-o de tocá-la inapropriadamente e de má conduta durante sessões em um evento no ano passado em Chicago.

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María Carballo apresentou um processo com cinco acusações nesta segunda-feira, 23, afirmando que Lee, de 95 anos, a acariciou e tocou em suas genitais.

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O processo exige indenização de pelo menos US$ 50 mil por danos e prejuízos, além dos honorários dos advogados, para cada uma das acusações, de acordo com representantes legais.

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Ela afirmou que os episódios aconteceram em abril de 2017, quando o cocriador de muitos personagens de super-heróis, como Pantera Negra e Homem Aranha, estava na cidade para a feira Chicago Comic & Entertainment Expo.

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O advogado de Lee, Jonathan Freund, negou as acusações ao jornal Chicago Tribune: "Ele é uma figura pública de vulto, acho que isso é uma chantagem".

"Tem 95 anos, não acho que tenha feito isso", destacou.

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O processo de María Carballo afirma que ela foi enviada em duas ocasiões à suíte de hotel de Lee no McCormick Place Hyatt Regency.

Durante a primeira sessão, Lee teria a acariciado na região genital, obrigando a massagista a interromper seu trabalho e ir embora.

Ela afirma que Lee se desculpou por meio de sua empresa e voltou para uma segunda sessão de massagem no dia seguinte, durante a qual empregou uma técnica de massagem usando os pés em vez das mãos.

María ainda acusa Lee de aproximar seus pés dos seus genitais, forçando-a a ir embora novamente. 

Os incidentes teriam acontecido antes repercussão mundial das campanhas #MeToo e #TimesUp.

A princípio, a massagista temia que as acusações prejudicassem seu trabalho, segundo o escritório de advogados que lhe representa, mas mudou de ideia "depois de ter visto outras mulheres brigarem para serem tratadas com dignidade e respeito. 

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