Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90
Arnaldo G. J. Torres/ Divulgação
Arnaldo G. J. Torres/ Divulgação

Stagium entra na filosofia dadaísta

O que se pode esperar do grupo depois das manifestações de 2013

Helena Katz,

21 de março de 2014 | 11h12

 O que se poderia esperar do Ballet Stagium, depois da temporada de manifestações que invadiu as ruas brasileiras no ano passado? Depois de 42 anos dedicados a fazer de suas obras a sua forma de participação no mundo, a companhia não silenciaria sobre o momento que estamos vivendo. Está estreando, no Sesc Pinheiros, Figuras e Vozes, com concepção, coreografia e roteiro musical de Décio Otero e direção teatral de Márika Gidali, que fez da proposta dadaísta o seu ponto de partida.

Fundado em outubro de 1971 e, desde então, dirigido por ambos, o Stagium comentou os mais importantes momentos da história recente do Brasil. Desta vez, o grupo se volta para a forma de contestação artística do dadaísmo. Recupera dois de seus poemas sonoros mais conhecidos, compostos com palavas aparentemente sem sentido, como Karawane (1916), de Hugo Ball (1886-1927); e A Batalha, de Ludwig Kassak, que desarticulava a linguagem com a repetição apenas de fonemas. O propósito, segundo Márika, é o de “lembrarmos da possibilidade da arte ser contestadora nas suas próprias formas de existir, como fez o dadaísmo, quando colocou tudo no avesso”.

Para ela, o processo de criação de Figuras e Vozes foi um dos mais complexos já enfrentados pelo Stagium. “Parece que entramos tanto na filosofia dadaísta que ela se impregnou em cada um dos momentos.” Além disso, a companhia sofreu 50% de renovação, pois saíram 8 do elenco formado por 16 bailarinos. “Precisamos remontar o repertório ao mesmo tempo em que produzíamos o balé novo. Mas, felizmente, turbulências assim fazem a gente reacender.”

Para adentrar no caráter anárquico e aleatório proposto pelo dadaísmo, a companhia fez aulas com Márcio Tadeu, que assinou também a direção de arte, os figurinos e o cenário. “E foi muito bom entrar nessa aventura com os novos bailarinos.”

BALLET STAGIUM

Sesc Pinheiros. Teatro Paulo Autran. Rua Paes Leme, 195,

Pinheiros, tel. 3095-9400. 6ª e sáb., 21 h; dom., 18 h. R$ 8/R$ 40.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.