Stagium completa seus 35 anos de história no palco

Em outubro de 1971 o Balé Stagium se apresentava pela primeira vez. Seria o primeiro passo de uma longa caminhada de uma companhia que fez história. Sob o comando de Décio Otero e Marika Gidali, em plena ditadura militar, o grupo ousava tratar de temas proibidos como censura e miséria. Só o fato de resistir por 35 anos já é motivo de comemoração e por isso até o dia 29 a cia. ocupa o palco do Teatro Sérgio Cardoso para apresentar Floresta do Amazonas, Kuarup - ou A Questão do Índio, Danças da Ilha de Santa Cruz, Sair pro Mar e Choros e Batucada Fantástica, estes dois últimos com os integrantes do Projeto Joaninha.O Stagium nasceu com o propósito de falar do Brasil para os brasileiros, de discutir questões seqüestradas da cidadania e de levar sua dança para todos os cantos, um jeito mambembe, que encarava apresentações em uma barca que percorria o Rio São Francisco ou mesmo o chão batido do Alto Xingu. Esta experiência resultou em Kuarup - ou A Questão do Índio, uma coreografia preocupada em discutir a cultura indígena, principalmente o ritual de morte, o Quarup, mas também a opressão a que esses povos estão submetidos. Em Floresta do Amazonas Otero parte de lendas e da vida real, de índios, seringueiros e garimpeiros para fazer um manifesto ecológico em prol da floresta.Sair pro Mar, espetáculo da década de 90, une o clássico com o popular. Danças da Ilha de Santa Cruz faz uma colagem de diversas danças brasileiras. Para fechar, a presença de meninos e meninas do Joaninha. Ballet Stagium. Teatro Sérgio Cardoso. Rua Rui Barbosa, 153, 3288-0136. 5.ª a sáb., 21 h; dom., 18 h. R$ 20. Até 29/10

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