Spielberg, jovem e talentoso

A Bruxa do Bem

LUIZ CARLOS MERTEN, O Estado de S.Paulo

27 de setembro de 2012 | 03h10

15H40 NA GLOBO

(The Good Witch). Canadá, 2007.

Direção de Craig Pryce, com Catherine Bell, Chris Potter, Catherine Disher, Peter MacNeill, Allan Royal, Matthew Knight.

Mulher misteriosa muda-se para mansão assombrada, fazendo com que todos se perguntem se ela é bruxa. Dividem-se as opiniões, mas há alguém que se interessa pelo assunto de forma especial. Um homem - estará ele apaixonado? A fantasia romântica exige um público complacente com o tema. Reprise, colorido, 89 min.

Louca Escapada

22 H NA CULTURA

(The Sugarland Express). EUA, 1974. Direção de Steven Spielberg, com

Goldie Hawn, Ben Johnson, Michael Sacks, William Atherton. Louise

Latham.

O jovem Spielberg já havia feito muita coisa para TV - e Encurralado, de tão bom, teve lançamento nos cinemas -, quando surgiu este outro road movie sobre casal que cai na estrada para tentar reaver o filho, que foi entregue para adoção. O marido fugiu da cadeia, a polícia e a imprensa armam um circo, mas no centro de toda essa agitação está o sincero desejo de uma família de se reunir de novo. Foi o primeiro filme do diretor feito para o cinema e, de certa forma, terminou esquecido depois que Tubarão, Contatos Imediatos do Terceiro Grau e E.T. transformaram Spielberg no Midas de Hollywood. Um tema spielbergiano, de qualquer maneira, está aqui, e forte - a luta humana contra instituições (desumanas). Um programa atraente do Clube do Filme. Inédito, colorido, 109 min.

Sela de Prata

23 H NA REDE BRASIL

(Sella d'Argento). Itália, 1978. Direção de Lucio Fulci, com Giuliano Gemma, Sven Valsecchi.

Esgotado o ciclo dos spaghetti westerns, Giuliano Gemma, que se destacou como mocinho com o codinome de Montgomery Wood, voltou ao gênero com esta história sobre garoto que cresce obcecado pelo desejo de vingar a morte dos pais, vítima de um pistoleiro que cavalgava na sela de prata do título. O diretor Fulci fez filmes de diversos gêneros e estilos antes de se encontrar no horror, em que adquiriu a reputação de mestre, graças a seus zumbis, principalmente. Reprise, colorido, 105 min.

Ana Karenina

4H15 NA REDE BRASIL

(Leo Tolstoy's Anna Karenina). EUA, 1997. Direção de Bernard Rose, com Sophie Marceau, Sean Bean, Alfred Molina, Mia Kirshner, James Fox.

O cinema contou muitas vezes a história da heroína trágica adaptada do romance do russo Tolstoi. Casada com burocrata, e infeliz no casamento, Ana Karenina apaixona-se por oficial do Exército, mas ele a abandona. Depois de Greta Garbo e Vivien Leigh, a francesa Sophie Marceau retoma o papel. Uma nova Ana Karenina está a caminho das telas, interpretada por Keira Knightley sob a direção de Joe Wright. A dupla, que já brilhou em Orgulho e Preconceito e Desejo e Reparação, autoriza grandes expectativas. A versão de Bernard Rose é gélida e exagera nos fricotes visuais, mas o diretor ousou chamá-la, no original, de Ana Karenina de Leon Tolstoi, convencido, quem sabe, de que estava sendo mais fiel que seus antecessores. Reprise, colorido, 108 min.

TV Paga

Tarde Demais para Esquecer

14 H NO TCM

(An Affair to Remember). EUA, 1957. Direção de Leo McCarey, com Cary Grant, Deborah Kerr, Richard Denning, Cathleen Nesbitt.

O próprio McCarey havia contado a mesma história em 1939 - Duas Vidas, com Irene Dunne e Charles Boyer -, mas este filme é o suprassumo de sua contribuição ao melodrama. Cary Grant e Deborah Kerr apaixonam-se durante cruzeiro, mas resolvem dar um tempo e marcam para se encontrar no alto do Empire State, meses depois. Ele vai, ela não aparece. Por quê? Nora Ephron inspirou-se no cartaz do TCM para fazer seu belo Sintonia de Amor, com Tom Hanks e Meg Ryan. Veja e confirme. A elegância da construção, a trilha, o elenco - tudo contribui para a aura. Reprise, colorido, 115 min.

Como Nascem os Anjos

22 H NO CANAL BRASIL

Brasil, 1996. Direção de Murilo Salles, com Sérgio Luz, Priscilla Assum, Sílvio Guindane, Larry Pine, André Mattos, Maria Sílvia.

Grande fotógrafo e grande diretor do cinema brasileiro, Murilo Salles antecipou-se ao Beto Brant de O Invasor para mostrar a invasão do centro do poder pela periferia. Três fugitivos da polícia irrompem na mansão de um gringo, na Barra. Salles baseou-se levemente em O Anjo Nasceu, de Júlio Bressane. O filme retrata sem maniqueísmo uma situação explosiva. E nem pretende ser conclusivo. Como diz o diretor, quis só dar uma pista para se entender o País. Muito bom. Reprise, colorido, 97 min.

O Escritor Fantasma

22 H NO TELECINE CULT

(The Ghost Writer). França/Alemanha/Inglaterra, 2010. Direção de Roman Polanski, com Ewan McGregor, Kim Catrall, Pierce Brosnan, Olivia Hussey, Tom Wilkinson, Eli Wallach.

Polanski estava confinado na Suíça e isso pode ter ajudado a criar o clima propício para que seu filme fosse premiado (melhor direção) em Berlim. Mas seria um erro atribuir só a isso a premiação. O filme sobre escritor contratado para redigir as memórias de um ex-primeiro-ministro propõe uma espiral de sexo, poder - e paranoia. Atenção para a trilha de Alexandre Desplat. Reprise, colorido, 128 min.

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