Spielberg e seus contatos de 3º grau

Zoom - Academia de

LUIZ CARLOS MERTEN, O Estado de S.Paulo

23 de março de 2012 | 03h08

Super-Heróis

16H05 NA GLOBO

(Zoom). EUA, 2006. Direção de Peter Hewitt, com Tim Allen, Courteney Cox, Chevy Chase, Spencer Breslin.

Uma espécie de Os Vingadores às avessas. Com a Terra ameaçada de destruição, é preciso convocar os super-heróis, tendo à frente o Capitão Zoom (Tim Allen). O problema é que ele perdeu seus poderes. O diretor Hewitt fez o que se propõe a ser uma paródia como Apertem os Cintos, o Piloto Sumiu (em relação aos filmes catástrofe) e Pânico (o terror). Reprise, colorido, 83 min.

Revolução de 30

22 H NA TV BRASIL

Brasil, 1980. Direção de Sylvio Back.

Colagem de cenas de documentários e ficções dos anos 1920, que o diretor Back utiliza para propor o que não deixa de ser uma revisão da história do Brasil. Em mais de 40 anos de carreira, quase 50, o cineasta tem feito filmes exigentes, autorais e não raro polêmicos - Rádio Auriverde -, mas que ainda não mereceram da crítica a análise que estão a exigir. Reprise, colorido, 118 min.

Phat Girlz: Grandes Garotas

22H15 BANDEIRANTES

(Phat Girlz). EUA, 2006. Direção

de Nnegest Likké, com Mo'Nique,

Jimmy Jean-Louis, Godfrey, Kendra

C. Johnson, Joyful Drake, Dayo Ade, Felix Pire.

Mo'Nique faz designer que projeta coleção para garotas GG (como ela). O tom do filme é 'abaixo a discriminação contra as obesas'. E tudo se passa num resort de luxo, onde, em princípio, as 'gostosas' são loiras, magras, o oposto da protagonista. Reprise, colorido, 98 min.

Minhas Adoráveis

Ex-Namoradas

22H30 NO SBT

(Ghosts of Girlfriends Past). EUA, 2009. Direção de Mark Waters, com Matthew McConaughey, Jennifer

Garner, Michael Douglas, Breckin

Meyer, Robert Forster.

A ideia dessa comédia romântica não deixa de ser curiosa, senão original. É uma livre adaptação do Conto de Natal de Charles Dickens. Assim como Scoogie é assombrado por fantasmas, Matthew McConaughey tem visões de ex-namoradas, na véspera do casamento do irmão. Elas estão ali para lembrá-lo de que o tempo passa e, se ele não assumir nenhum relacionamento, terminará solitário como seu velho tio (o 'fantasma' de Michael Douglas). Não espere nenhuma maravilha, mas, com McConaughey, Douglas e Jennifer Garner, um mínimo de interesse (e humor) estão garantidos, com certeza. Reprise, colorido, 100 min.

Paulo Companheiro João

0H45 NA CULTURA

Brasil, 2005. Direção de Iur Gomez.

No momento em que tanto se discute a questão dos desaparecidos políticos (e da anistia), este filme poderá acrescentar mais lenha à fogueira. Militante da organização Ação Popular, o ex-deputado Paulo Wright, companheiro João, foi visto pela última vez em setembro de 1973. Estava na clandestinidade, era perseguido pela repressão do regime militar. O diretor Gomez busca responder à pergunta - o que houve com ele? Reprise, colorido, 54 min.

TV Paga

Contatos Imediatos do Terceiro Grau

22 H NO TCM

(Close Encounters of the Third Kinds). EUA, 1977. Direção de Steven Spielberg, com Richard Dreyfuss, François Truffaut, Teri Garr, Melinda Dillon, Cary Guffey, Bob Balaban.

Como o menino do filme, que se encanta com os discos voadores, o jovem Spielberg brinca de efeitos especiais para relatar o mágico encontro dos homens com os alienígenas. Antecipando E.T., e contra a lógica paranoica de Hollywood, eles não chegam para destruir. Um grande filme, uma grande trilha de John Williams e uma participação inesquecível do francês François Truffaut, que merece ser lembrado por este filme tanto quanto pelos melhores que realizou.

Reprise, colorido, 135 min.

Che

1H45 NO TELECINE CULT

(Che/El Argentino). EUA/Espanha/França, 2008. Direção de Steven Soderbergh, com Benicio Del Toro, Demian Bicher, Elvira Miguez, Rodrigo Santoro, Santiago Cabrera, Jorge Perrugoría, Julia Ormond, Joaquim de Almeida, Famka Potente, Matt Damon.

Dividido em duas partes, o épico de Soderbergh sobre o Che acompanha o personagem na revolução cubana (a primeira, que será exibida hoje) e nas selvas da Bolívia, onde foi morto (a segunda). Benicio Del Toro ganhou o prêmio de melhor ator em Cannes e não há muito mais para elogiar no cartaz da TV paga. Falta um ponto de vista (uma estrutura dramática mais forte?) Como curiosidade, vale assinalar que a Cult Classics está lançando o outro Che, com Omar Sharif, dos anos 1960. Recebido a pedradas pela crítica de esquerda, seu roteiro tem pontos demais de contato com o do filme de Soderbergh para que este possa dizer que o desconhece. A própria ideia do apoio dos camponeses bolivianos aos militares - porque os tiroteios impediam suas cabras de dar leite -, tão abominada em 1968, foi agora perfeitamente assimilada. Por quê? O diretor Richard Fleischer, do filme antigo, sempre disse que o seu Che nunca viu a luz. Era explosivo demais e a Fox, no calor da hora, recuou face às pressões das ditaduras militares que proliferavam na América do Sul. Reprise, colorido, 135 min.

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