SP ganha Centro de Cultura Judaica

No Muro das Lamentações toca o celular de um velho judeu ortodoxo. Ele atende ligeiro, segura o aparelho com as duas mãos, dá alguns passos e, quando o sol ilumina boa parte de seu rosto, ouve-se um clique. Foi um só disparo, sem chances de errar. Não havia testemunhas e o judeu foi pego em cheio. A foto deste homem, feita por Elaine Eiger, se transformou na pérola de um livro e de uma exposição que inaugura o novo Centro de Cultura Judaica. Os números refletem as ambições dos responsáveis por um projeto que quer promover uma espécie de abertura da cultura judaica. A antiga Casa de Cultura de Israel, que existe em São Paulo desde 1964, tinha como sede uma residência com não mais do que 200 metros quadrados. O edifício novo projetado em forma de Torá - o livro sagrado dos judeus - abriga em 5 mil metros quadrados teatro, auditório, espaços para exposição e salas para cursos. O investimento bancado por um grupo de empresas ultrapassa os R$ 10 milhões. São duas exposições que marcam a inauguração. Israel - Rotas e Raízes traz 62 imagens e textos produzidos pela dupla Elaine Eiger e Luize Valente. Elas ficaram lá por um mês e meio dispostas a flagrar uma Israel que não atravessa muros. A segunda exposição, Anne Frank - Uma História para Hoje, chega em mais de 30 painéis digitalizados e impressos a cores com fotos de álbuns e de históricos da família de uma sobrevivente ao holocausto da Segunda Guerra Mundial.Leia mais no site do Jornal da Tarde

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