SP-Arte se reinventa na pandemia e aposta na transformação digital do mercado
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SP-Arte se reinventa na pandemia e aposta na transformação digital do mercado

Com 136 expositores, ‘SP-Arte Viewing Room’ assume o lugar da 16ª edição da feira, que aconteceria em abril no Ibirapuera e foi adiada para 2021 pela pandemia do novo coronavírus

SP-Arte, Media Lab Estadão
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20 de agosto de 2020 | 17h44

A pandemia como motor de renovação não é apenas um mantra adotado por monges, pensadores e ansiosos em geral para manter o otimismo em tempos de sars-cov-2. É uma aposta real para Fernanda Feitosa, a empresária por trás da SP-Arte, maior feira de arte do país, que no ano passado movimentou estimados R$ 240 milhões em negócios. Com o início da quarentena, em março, Feitosa se viu obrigada a cancelar a 16ª edição do evento, marcada para o início de abril no Pavilhão da Bienal, no parque Ibirapuera, e reinventá-lo em outro formato. Na próxima semana, de 24 a 30 de agosto, ela realiza a primeira edição do SP-Arte Viewing Room, versão totalmente digital da feira, com 136 expositores, cerca de mil artistas e mais de 2.500 obras cadastradas.

Pelo site da SP-Arte, será possível acessar as obras apresentadas por galerias de arte e design, editoras e projetos independentes, e complementar a experiência com vídeos, áudios e textos curatoriais. Também vai dar para bater papo via chat ou whatsapp com diretores de galerias, forma de obter mais informação ou consolidar a compra. “Num evento físico, você pode encontrar o diretor da galeria e essa conversa é o gatilho para a compra. No online, sem essa oportunidade, a gente criou ferramentas que permitem uma imersão no conteúdo dos artistas”, diz Feitosa.

A feira segue a trilha de outros eventos que, em meio à pandemia, precisaram se repensar em 2020. Mas criou seu VR, como é abreviado Viewing Room, com uma proposta própria. “Outras feiras replicaram no digital o modelo de visitação física, em que os visitantes do mercado, curadores e museus têm um ou dois dias reservados para si antes da chegada do público em geral. “O SP-Arte Viewing Room é para todos”, afirma a empresária, lembrando que o acesso será gratuito. Quando realizada no Ibirapuera, para onde retornará em abril de 2021, a SP-Arte cobra ingressos.

O híbrido, aliás, será tendência, afirma a empresária. Desse modo, o retorno ao Ibirapuera no ano que vem não deve dispensar o digital. Essa é uma das heranças da pandemia que Feitosa vislumbra. “Algumas coisas vão ficar para o futuro: a acessibilidade, a transparência que estamos propondo para o mercado de arte, colocando o preço da obra já de cara. Na internet, a pessoa pode facilmente perder o interesse em determina página se precisa procurar o preço. A ansiedade do varejo acaba transportada para o mercado de arte”, diz Feitosa.

A empresária evita estimativas de negócios para um evento realizado de modo inédito, em um momento delicado para a economia, mas crê na ampliação do público — útil à sustentabilidade do setor. “O formato virtual é um potencial transformador de mercado. Não é apenas uma reafirmação de que o circuito está funcional, apesar do coronavírus. É uma reeducação da comunidade das artes, algo que veio para ficar e que pode atrair novos membros”, diz. “É ótimo que visitantes acessem gratuitamente e consumam o nosso conteúdo e de todos os expositores. Estamos formando um público fruidor e consumidor de cultura. Na medida que esse público passe a frequentar as exposicões do circuito e se tornar amigo de um museu, por exemplo, é positivo. O mundo das artes não vive só de quem compra, mas também da participação de toda a comunidade na qual ele se insere.”

O site da SP-Arte, hoje, já recebe mais visitantes por mês que a edição física do evento — foram 36.000 pessoas no Ibirapuera em 2019, contra 40.000 visitas virtuais mensais, média que deve ser ultrapassada em agosto. “Eu brinco que até corremos o risco de dar certo.”


Vejo o Vídeo da SP-Arte Viewing Room

 

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