SP Arte ocupa a Bienal com obras de 80 galerias

Começa a 5.ª edição da feira que exibe 2 mil criações modernas e contemporâneas e promove palestras no MAM

Camila Molina, O Estado de S. Paulo

13 de maio de 2009 | 09h54

A 5ª SP Arte - Feira Internacional de Arte Contemporânea, será inaugurada hoje para convidados e amanhã para o público no prédio da Bienal, apresentando mais de 2 mil obras nos estandes de 80 galerias participantes, nacionais e estrangeiras (da Argentina, Colômbia, Espanha, França, Portugal e Uruguai). "A feira começou com a participação de 40 galerias e ela vem crescendo a cada edição. O Brasil está sendo percebido, neste momento, como local que a crise tem impacto desacelerado", diz Fernanda Feitosa, idealizadora e diretora-geral da SP Arte. O mercado de obras no País, por incrível que pareça, continua bom e a arte é um valor a que endinheirados recorrem em tempos de crise. Mas nesta edição da feira, que tem como novidade a área Arte Nova, dedicada a galerias de pequeno porte, com obras de muitos jovens artistas, há peças com valores a partir de R$ 400, revelando que um caráter mais acessível.

No ano passado, segundo Fernanda, a feira movimentou cerca de R$ 15 milhões em vendas e apenas R$ 54 mil em bilheteria e venda de catálogos, mas o evento se se torna, na verdade, um local mais de negociações. "Claro que os galeristas têm consciência da possibilidade de vender menos", diz a diretora. Esta edição, como na anterior, também terá o programa de aquisição de obras para instituições, desta vez, para a Pinacoteca do Estado e para o Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio. O Shopping Iguatemi entrará com 90% do valor das obras selecionadas pelas instituições e elas, com o restante do dinheiro. O Banco Espírito Santo também vai comprar um trabalho para a Pinacoteca e outro para sua coleção particular e a SP Arte/2009 vai dar uma obra para o MAM de São Paulo.

A feira brasileira tem seu perfil centrado em cerca de 75% de arte contemporânea e 25%, em arte moderna. A Paulo Darzé Galeria de Arte, de Salvador, por exemplo, dedica todo o seu estande a uma individual especial da obra de simbologia que mistura geometria e as raízes do candomblé de Rubem Valentim (1922-1991). O visitante encontrará também um tríptico de 1952 montado sob forma de biombo de Ivan Serpa na carioca Athena Galeria de Arte; uma pintura de Cícero Dias que pertenceu ao escritor José Lins do Rego no espaço de Paulo Kuczynski Escritório de Arte; trabalhos de arte popular de Artur Pereira, GTO, Nuca e José Antonio da Silva no estande da Galeria Estação e claro que não faltam obras contemporâneas de Nuno Ramos, Paulo Pasta, Tunga e tantos outros. A seção Arte Nova, no mezanino(com as galerias Polinésia, Emma Thomas, D-Concept, Mezanino, Galeria Pontes, Amarelonegro, RHYS Mendes e Mariana Moura), ficou interessante com o projeto arquitetônico de Álvaro Razuk e também, fora do prédio, na marquise, ficará exposta uma instalação inflável e sonora criada pelo francês Gaëtan Robillard e pelo brasiliense Igor Lacroix.

Além da exposição, a SP Arte abrigará uma série de lançamentos de livros nas galerias e nos espaços das editoras Cosac Naify e Bei e promoverá palestras com curadores no auditório do MAM: amanhã, às 16h30, A França e Um Novo Olhar para o Brasil, com Emma Lavigne e Joel Girard do Centre Georges Pompidou de Paris; às 17h30h, O Que Leva Uma Coleção Particular a Adquirir Características Públicas?, com Rodrigo Moura, do Inhotim Centro de Arte Contemporânea, e Mireya Escalante, da Coleção Coppel (México); e na sexta-feira, às 16h30, Arte Contemporânea - Explosão e Correção no Mercado de Arte da China, com a chinesa Sarina Tang.

Serviço

SP Arte. Pavilhão da Bienal. Av. Pedro Álvares Cabral, s/n.º, Ibirapuera. 14 h/ 22 h (sáb. e dom., 12 h/20 h). R$ 25. Até 17/5. Abertura hoje, 18 h, para convidados

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