Nilton Fukuda/AE
Nilton Fukuda/AE

SP-Arte abre amanhã para o público

Oitava edição do evento reúne estandes de 110 galerias, das quais 27 são estrangeiras

CAMILA MOLINA - O Estado de S.Paulo,

09 de maio de 2012 | 03h10

A feira SP-Arte 2012, inaugurada hoje para convidados e amanhã para o público no pavilhão da Bienal, se mostra tão focada na internacionalização que até um decreto foi assinado com a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo para que as compras de obras realizadas durante o evento fiquem isentas de pagar os 18% de ICMS, imposto recolhido na comercialização de obras.

A medida contribuiu para a participação de 27 galerias estrangeiras entre as 110 participantes - tendo como destaque, a vinda da britânica White Cube -, mas a diretora da SP-Arte, Fernanda Feitosa, garante que a medida vale para todos os expositores, inclusive, nacionais. Segundo ela, 90% do público não compra nenhuma obra durante a feira e o objetivo, afinal, é vender.

"Com o precedente do Rio foi mais fácil assinar o decreto para os cinco dias de feira", afirma a advogada Fernanda Feitosa, referindo-se à concorrente ArtRio, que no ano passado, em sua primeira edição, se valeu de uma medida parecida feita em parceria com o governo fluminense. A SP-Arte 2012, que fica aberta até domingo, é a 8.ª edição do evento, que começou em 2005 com apenas 41 galerias. Sempre em maio e na Bienal - o contrato de aluguel do espaço vai até 2015 e será renovado -, a feira ocorrerá a partir de 2013 em abril para não "concorrer" com os leilões de primavera de NY, como conta Fernanda. Curadores reclamaram, diz a diretora da feira.

Além da White Cube, que representa o escultor Antony Gormley, destaque das exposições do circuito atual e exibe obras de estrelas como Damien Hirst, estreiam na SP-Arte, por exemplo, a japonesa Kaikai Kiki Gallery, fundada em 2008 e dirigida pelo famoso artista Takashi Murakami; a inglesa Sprovieri, que exibe o vídeo Firelap, da americana Nan Goldin; e as alemãs Galerie Anita Beckers, de Frankfurt e Swedish Photography, de Berlim. É de se citar, também, a participação de galerias latino-americanas, como as colombianas Casas Riegner e El Museo, de Bogotá, e a peruana 80m² arte & debates, de Lima. Já as brasileiras representam regiões para além do eixo Sudeste, com presença de três curitibanas - SIM, Simões de Assis e Ybakatu Espaço de Arte - e da Referência, de Brasília.

"A SP-Arte é uma feira cara", diz Fernanda, que afirma ser mais de R$ 3 milhões o orçamento desta edição - do montante, R$ 2,145 milhões foram aprovados pela Lei Rouanet e cerca de R$ 600 mil desse total captados, segundo a diretora. "O restante são recursos próprios." A feira tem ainda programação de debates e lançamentos de livros - e seu ingresso dá direito à visitação de MIS, Pinacoteca e MAM. Uma novidade é a seção Laboratório Curatorial, criado por Adriano Pedrosa e com mostras organizadas pelos jovens curadores Renan Araujo, Marta Mestre, Kamilla Nunes e Bernardo Mosquera.

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