Soprano americana Renée Fleming faz recitais em SP

Se existe alguém capaz de reivindicar o posto de grande diva de nossa época é a norte-americana Renée Fleming - e ela desembarca nesta quarta em São Paulo para dois recitais que marcam o encerramento da temporada da Sociedade de Cultura Artística, acompanhada do pianista Gerald Martin Moore.

AE, Agência Estado

07 de novembro de 2012 | 11h05

Uma grande diva não se mede apenas pela qualidade de seu canto, mas também pela capacidade de se estabelecer como um ícone que extravasa o mundo dos clássicos. É o caso de Renée. Ela já se apresentou para presidentes e chefes de Estado - recentemente, foi convidada a cantar para a rainha Elizabeth II nas comemorações de seu jubileu de ouro. Queridinha da América, bateu recordes de vendas em seu país, onde aparece a todo instante em programas de televisão. Dois documentários sobre sua carreira estão disponíveis em DVD, assim como sua autobiografia já foi traduzida para o alemão, espanhol, francês e italiano. Até mesmo um romance, de autoria de Ann Patchett, chamado "Bel Canto", já foi escrito inspirado nela (e há planos de levar a história para o cinema).

Renée Fleming nasceu em Indiana, cidade do Estado da Pensilvânia, mas cresceu em Rochester, Nova York. Tímida, filha de dois professores, nunca esteve entre os mais populares na escola - até que começou a se apresentar em corais e em espetáculos do colegial. Em casa, já conhecia a música e, logo depois, descobriu o canto, sua passagem para uma vida de viagens, glamour e concertos nos principais teatro do mundo inteiro.

É uma história sob medida para a América. Mas de pouco valeria se não houvesse por trás dela um talento musical de exceção. Sobre ela, o lendário maestro Georg Solti disse certa vez: "Em minha longa carreira, encontrei talvez duas sopranos com essa qualidade: a outra foi Renata Tebaldi". Grande intérprete de Mozart e Strauss, foi aluna de Arleen Auger e Elisabeth Schwarzkopf, membro da realeza do canto lírico europeu. Mas soube encontrar, ao longo de sua trajetória, uma linguagem própria.

E parte desse idioma individual é a diversidade de seu repertório, que inclui compositores populares como Joni Mitchell e não se limita aos grandes papéis de compositores como Giuseppe Verdi, Haendel, Tchaikovski, Bizet e assim por diante, ou então do repertório de canções, que tem registros importantes de Mahler, Strauss ou mesmo Villa-Lobos, que ela gravou no início da carreira.

Os recitais em São Paulo atestam essa diversidade. Na primeira parte, ela interpreta canções de Debussy, Canteloube e Strauss; na segunda, árias de ópera de Korngold, Verdi, Leoncavallo e Cilea. Bis? No Rio, onde se apresentou domingo, foram vários os retornos ao palco - um deles, com Azulão, de Jayme Ovalle. Ou seja, tudo pode acontecer. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

RENÉE FLEMING

Sala São Paulo (Praça Júlio Prestes, s/nº, Luz). Infor.: 4003-1212. Quarta e quinta, 21 h. R$ 140/R$ 330.

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