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Sophie Charlotte reinventa-se no garimpo

Prepare seu coração, porque o que você vai ver não está no gibi. Nascida na Alemanha - de pai brasileiro, paraense, e mãe alemã -, Sophie Charlotte é capaz de enfartar o espectador que só a conhece da TV com o papel de Tereza, a onça do garimpo, em Serra Pelada. Sophie começou em seriados como O Sítio do Pica-Pau Amarelo e Malhação, fez sua primeira vilã, Stéfany, no remake de Ti Ti Ti, há três anos, e está no ar com uma personagem que nem ela sabe direito se é mocinha ou vilã em Sangue Bom. "Em todo caso, não julgo a Amora nem o que elas está fazendo."

Luiz Carlos Merten, O Estado de S.Paulo

13 de outubro de 2013 | 02h11

Sophie conta que só tomou consciência do que fazia no filme ao fazer uma cena numa favela no Pará. "Havia botado um maiô provocante, que é a roupa da personagem, e fui caminhando até o local da filmagem. Havia toda aquela gente, os moradores, os numerosos homens que faziam a figuração. Todo mundo de olho em mim. Gelei, mas pensei comigo - não tem recuo."

Tereza começa o filme protegida de Matheus Nachtergaele, mas troca de dono depois da cena no banheiro do bordel, com Juliano Cazarré. É, de dono. Tereza é objeto de desejo de um, de outro. Quando percebe o que o poder está fazendo com Juliano (Cazarré), tenta ir embora. Seu diálogo com o amante, quando ela confronta Juliano com seu isolamento e solidão, é das melhores do filme. Ela sabe que Tereza vai marcar um diferencial na sua carreira, talvez na sua vida.

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Ela já fez, em As Brasileiras, A Sambista da BR-116, formando dupla com o namorado (na vida), Malvino Salvador. Fora da telinha, tem uma grande amizade com Marco Pigossi. "A gente já fez muita coisa junto. Somos um grupo que se apoia, se dá força. Vibramos com os avanços de cada um", conta. A Globo tem lhe dado todo o apoio. Depois dos papéis pequenos, a emissora não só lhe abriu a oficina de interpretação como a contratou. Sophie tem emendado trabalhos. Não sente pressão. A prostituta do garimpo veste-se e age como tal. Também não tem papas na línguas. Diz coisas - um certo dialogo com Nachtergaele e Cazarré - que jamais passaria na Globo.

"O melhor da Tereza é que ela não é só um objeto de desejo dos homens. Tem essa coisa de como eles a veem, mas ela, que todo mundo quer possuir, é uma guerreira. E eu não a julgo, como julgo a Amora da novela. Personagem a gente tem de defender. Claro que não faria certas coisas, mas Tereza me permitiu descobrir coisas que nem eu sabia que tinha em mim." O quê? "Essa garra, a ausência de medo de ousar." E agora, ela volta aos papéis certinhos da TV? "Ah, não são certinhos. Tenho feito coisas bacanas. Ainda sou muito jovem, vou poder fazer muitas coisas. Serra Pelada poderá ser um diferencial, mas não só para mim. Pelo tamanho, pela intensidade, esse filme pode representar muito para todos nós."

Sobre o fato de ter filmado no Pará, ela diz - "Acredita que nunca tinha ido à terra do meu pai? Foi uma descoberta, um encontro com as origens. Até nisso o filme ajudou. Carrego esse nome estrangeiro, sou bilíngue (fala alemão com o repórter), mas o mais intenso de Serra Pelada foi essa experiência de brasilidade. Isso não tem preço."

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