SONS PARA A ALMA DE UM PAÍS

Minutos antes de Osama Bin Laden atingir as Torres Gêmeas com os aviões dos próprios norte-americanos, Paul McCartney estava no ar. Chegava de Londres a Nova York quando teve a notícia de que o espaço aéreo dos EUA estava fechado, uma tragédia havia acontecido. O piloto deu meia volta, retornou à Inglaterra e Paul ligou a televisão. Mais do que se envolver com o sentimento dos americanos no país que deu aos Beatles todo o reconhecimento que a própria Inglaterra demorou a oferecer, Paul McCartney se sentiu um sobrevivente. Era ele mesmo parte da história não na condição de um beatle, mas de um homem.

JULIO MARIA, O Estado de S.Paulo

10 de março de 2012 | 03h10

Um mês depois do ataque de 11 de setembro de 2001, com Manhattan ainda exalando fumaça, Paul idealizou a ajuda que, naquele momento, achou prudente prestar. Mais que dinheiro, sua música levantaria o moral e aliviaria a dor das famílias dos 3 mil mortos na tragédia. Paul convocou os maiores astros que conhecia e chamou o cineasta Albert Maysles, amigo de longa data, o primeiro a fazer as imagens dos Beatles na América, para filmar os bastidores de tudo o que preparava. Maysles teve acesso a tudo, e deu especial atenção às estrelas convidadas às pressas.

São cenas de preparação de músicas e discussões de como elas deveriam ficar no palco. Não há canções integrais, importante dizer. O documentário não é o show, mas o caminho que se fez a ele. Há momentos imperdíveis neste The Love We Make, como um em que Paul conta a Eric Clapton em uma salinha como é que deveria ficar a estrutura da música Freedom, o hino que o beatle compôs especialmente para a ocasião. The Concert For New York City foi um sucesso de adesões, com gente que pouco aparece mesmo em eventos do tipo, como David Bowie. Elton John, Billy Joel, o ex-presidente americano Bill Clinton, o ator Leonardo DiCaprio, Mick Jagger. Estão todos lá.

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