Sonoridades cheias de frescor em dois concertos

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JOÃO LUIZ SAMPAIO, O Estado de S.Paulo

25 de dezembro de 2010 | 00h00

São dois dos principais - e mais adorados - concertos do repertório: o escrito por Antonin Dvorák para violoncelo e o primeiro dos dedicados por Max Bruch ao violino. No primeiro, o solista é Antonio Meneses, que reinventa uma peça célebre, gravada à exaustão, em uma leitura que afasta qualquer resquício de melodrama em favor de uma sonoridade límpida, da qual a intensidade surge como consequência da relação do intérprete com a obra, que leva a tempos mais arrojados e à recusa de efeitos superficiais. No Bruch, toda a emotividade e melodismo do concerto são recriados também de maneira espontânea, natural, por Claudio Cruz, o que dá uma consistência, além de temática e cronológica, estilística ao álbum. Nas duas peças, acompanhamento bastante eficiente da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, comandada por um John Neschling cuja principal qualidade, aqui, é respeitar a respiração e os sentidos musicais próprios de seus solistas.

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