Sonho em oito filmes

Existem pérolas na retrospectiva que o Festival Varilux de Cinema Francês dedica a Sandrine Bonnaire - A Nos Amours, de Maurice Pialat; Mulheres Diabólicas (La Cérémonie), de Claude Chabrol; Sem Teto Nem Lei (Sans Toit Ni Loi), de Agnès Varda; Mademoiselle, de Philippe Lioret, o diretor de Welcome; e Ela se Chama Sabine, que a própria Sabine realizou (leia acima).

Luiz Carlos Merten, O Estado de S.Paulo

10 de junho de 2011 | 00h00

São oito títulos, incluindo a pré-estreia de Xeque-Mate, La Joueuse. O filme de Caroline Bottaro passa-se num vilarejo da Córsega. Sandrine trabalha como camareira num hotel e, aparentemente, leva uma vida feliz com o marido e a filha, uma adolescente de 15 anos. Mas há uma profunda insatisfação pedindo para vir à tona - sua vida é monótona, e pobre.

Tudo isso muda quando a personagem descobre um casal de norte-americanos que joga xadrez. Ela fica fascinada pelo jogo, que vai transformar sua vida. O novo papel representa uma possibilidade de mudança para Sandrine Bonnaire. Ela revela que está procurando de novo a espontaneidade que tinha, trabalhando com Pialat, e de alguma forma perdeu, ou que foi sendo sufocada com as técnicas de representação.

Sandrine não tem exatamente o perfil da estrela. Ela faz suas compras, vai ao cinema. "Levo a vida como qualquer pessoa. O público me reconhece, mas me respeita. Estabeleço meus limites. O trabalho como atriz de alguma forma fez dela uma pessoa mais calma e terna. Fortaleceu-a. "Fazer cinema tem um aspecto de sonho. Tenho reconhecimento, dinheiro e o luxo de poder dizer sim ou não aos projetos que me oferecem." Isso, ela conclui, lhe traz muita serenidade.

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