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Som a pino
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Som a Pino: 'O mundo passa por mim todos os dias'

Vejo muito por aí público pedindo para os artistas levarem o show para a cidade deles. “Vem pro Nordeste”, “Vem pro Sul”, “Vem pro interior”. Vem, vem, vem. E tenho certeza que o que o artista mais quer é ir. Claro. Mas como? Como fazer para que um show circule por todo o nosso país? Como fazer para que um artista de outro Estado tenha uma carreira fora de sua cidade? A internet juntou todo mundo, eu sei, mas será que estamos realmente juntos?

Roberta Martinelli, O Estado de S.Paulo

01 Dezembro 2016 | 02h00

FESTIVAL BR 135

Fui viajar para São Luís a convite de Alê Muniz e Luciana Simões da banda Criolina, que lá realizam o Festival BR 135 há 5 anos. Um festival que acontece no centro histórico da cidade, três dias com vários shows, na praça, de graça. Além de palestras e mesas de discussão. Este ano, 45 mil pessoas estiveram no festival para assistir às várias atrações. Passaram pelo palco: Nação Zumbi, que acredite ou não, se apresentou pela segunda vez na cidade. Isso mesmo, em mais de 20 anos de banda somente dois shows em São Luís, esse o primeiro gratuito, deixando todos os presentes com vontade de mais, muito mais; Liniker e os Caramelows foram recebidos aos gritos de amor, com gente pendurada na árvore (e isso não é modo de dizer, é verdade). Teve também a banda paraense Strobo, que teve a difícil missão de abrir para Liniker (um show muito aguardado) e eles logo conquistaram o público, que deixou a ansiedade de lado e pediu bis, e ainda Bruno Batista, Di Melo, DuSouto.

Aqui, fica pra mim muito claro a importância dos festivais para a circulação de bandas e intercâmbio de artistas e jornalistas. Agora que estamos juntos na internet, temos que estar juntos em shows. Foi muito emocionante ver todo mundo cantando junto não só a banda, que já tem uma longa e linda história, mas também a novidade que tem ainda uma grande história para escrever. A internet aproximou muito, mas adaptando Tim Maia “virtual é virtual, show é show”. Aquele arrepio de ouvir uma música cantada por muitas pessoas com o vento que abraça do Maranhão, só vivendo.

"ONTEM EU TIVE ESSE SONHO"

E foi lá no Maranhão, minutos antes de entrar no palco, que a Nação Zumbi falou que estava partindo para Fortaleza para o início de um novo processo no estúdio Totem de Yury Kalil. O novo disco terá versões de músicas escolhidas por eles, tanto brasileiras como internacionais. A ideia partiu do show que eles fizeram este ano no Festival da Cultura Inglesa. 

Depois do fim de semana em Fortaleza, já saíram algumas versões que provavelmente estarão no disco como: The Specials, Luiz Gonzaga, David Bowie e The Velvet Underground. O disco deve ser lançado no ano que vem. E ainda tem repertório para ser definido. Alguma versão que você acha que não pode faltar?

 

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