Roberta Martinelli/Estadão
Roberta Martinelli/Estadão

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Festival Bananada completa 20 anos

Roberta Martinelli, O Estado de S.Paulo

15 Maio 2018 | 02h00

Não é sempre que vemos um projeto completar 20 anos de existência. Muito menos quando estamos falando de arte. Por isso, tenho o maior orgulho de escrever hoje sobre um dos maiores festivais do nosso país: o Bananada, que aconteceu no fim de semana passado, em Goiânia. Pois é, 20 anos de Festival Bananada. Levando muitas bandas para lá, mostrando muitas bandas de lá. Se o clichê é pensar em Goiânia como música sertaneja, o meu já é pensar diretamente no Bananada. Parabéns e mais muitos anos de fomento à cultura.

O INÍCIO

Tudo começou daquele jeito que as coisas costumam começar, um maluco (no melhor sentido da palavra) sonhando em criar um espaço ideal. Fabrício Nobre, na época um adolescente de 20 anos que tinha uma banda e trabalhava com produção cultural, inventou um festival que seria um espaço para mostrar o som da banda dele e de uns amigos e chamar um pessoal de fora para conhecer o som que rolava na cidade. O festival foi crescendo, crescendo, crescendo e este ano já estava gigante. 

2018

Foram montados quatro palcos no Passeio das Águas, em Goiânia, muitas bandas (mesmo, até não dá para ver tudo), o “Meninada” - um espaço com programação para crianças - mais um monte de gente trocando, resultando em um verdadeiro complexo multicultural. Tão importante para os tempos que vivemos.

Pelo festival já passaram: Caetano Veloso, Rakta, Maria Gadú, Boogarins, Carne Doce, Mano Brown, Céu, Emicida, Criolo, Tulipa Ruiz, Liniker e todas as bandas que acontecem agora. Ia tentar descrever, mas a quantidade de artistas é tão enorme que eu seria injusta. Este ano, 20 anos de Bananada, a comemoração aconteceu em 4 palcos com Gilberto Gil e o seu Refavela 40, Baiana System (de novo? Sim, de novo! Ainda bem!), Nação Zumbi, Larissa Luz (se você ainda não foi a um show dela, vá agora), Nação Zumbi, Pabllo Vittar (artista mesmo. Canta bem sim, com ótimos bailarinos, carisma para dar e vender e ainda fez uma linda homenagem a Matheusa, assasinada no Rio de Janeiro), Ava Rocha, Rincon Sapiência, Rimas e melodias, Attoxxa, Emicida, As Bahias e a Cozinha mineira e tantos outros.

Uma linda festa. E também uma linda homenagem ao produtor Carlos Eduardo Miranda que morreu este ano e foi o apresentador do festival durante muitas edições. Ano passado eu dividi a apresentação com ele e, neste ano, pude falar muito dele para tentar matar saudades. No telão, entre alguns shows passava um lindo vídeo de homenagem. Foram dias de muita arte e encontros... Saí de lá até acreditando que vai dar pé....

Crime Bárbaro

Na madrugada, um pouco antes do show no Bananada em que Rincon se apresentou com DJ MistaLuba em um showzão, ele lançou o clipe da música da semana (assista abaixo). O dia era 13 de maio, 130 anos depois da Abolição da Escravatura, ele traz uma nova versão da história. 

 

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