Sobriedade marca moda de outono-inverno 2006-2007

Os 1670 expositores da maior feira de moda do mundo, que acontece na cidade alemã de Düsseldorf, apresentam as tendências da próxima temporada de outono-inverno 2006/07, marcadas pela sobriedade do preto e as referências históricas.A feira abriu suas portas ao público hoje e apresentará até o dia 7 de fevereiro as coleções que estarão nas vitrines na próxima temporada de outono e inverno, vestindo grande parte do mundo ocidental. Nos primeiros desfiles, as grifes e estilistas em Düsseldorf mostraram em suas coleções femininas forte influência da alta costura.As tendências para o outono-inverno chegam cheias de linhas sóbrias, com a forte presença do preto, em meio a referências históricas, em algumas situações com caráter religioso, e em outros casos, tradicionais.Quanto aos estilos, a próxima temporada remete à época dos czares, à extravagância e ao brilho da Xangai dos anos 20, carregada de cores e alegria.Alguns dos 1.670 expositores de 52 países - 10% a mais que no ano passado -, trouxeram também jaquetas com pele e botões de metal fosco, adornadas com distintivos militares.Tudo isso surge em meio a um grande refinamento, com a influência da alta costura, uso de materiais refinados e novos cortes, sobretudo nos vestidos de noite fechados, confeccionados em tecidos delicados, com acabamentos impecáveis e franzidos estreitos, assim como nas blusas de gola alta.Os casacos militares até os tornozelos voltarão a estar na moda, combinados com calças justas e botas altas.A Xangai dos anos 20 chegará na próxima temporada na forma de adornos de pompons, casacos em forma de quimono, materiais muito brilhantes e cores vivas sobre fundos negros.Também são tendências para a próxima temporada o estilo clássico e elegante britânico, a Nova York dos anos 60 e as formas geométricas e simples.Após dois anos de queda nas vendas, devido à estagnação da economia alemã, a Igedo, empresa organizadora da feira, mostrou-se otimista a respeito desta nova edição.Margarit Jandali, diretora da Igedo, disse que "percebe-se uma melhora no clima de consumo na Alemanha após a mudança de Governo" e que a chanceler alemã, Angela Merkel, trouxe otimismo aos alemães, o que se traduziu num aumento do consumo.Segundo a Igedo, o aumento do espaço dedicado à moda masculina, "sugere que as grifes de moda masculina avaliem o caráter internacional da feira de Düsseldorf", embora muitas marcas e desenhistas afirmem que a feira perdeu força.

Agencia Estado,

05 de fevereiro de 2006 | 18h58

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