Sob nova direção

John Neschling faz, com 'Aida', sua estreia à frente de uma ópera no Teatro Municipal

JOÃO LUIZ SAMPAIO, O Estado de S.Paulo

09 de agosto de 2013 | 02h15

"E por que não?" Questionado sobre os motivos que o levaram a escolher Aida, de Verdi, como sua primeira ópera à frente do Teatro Municipal, o maestro John Neschling inverte a questão. E, durante conversa pouco antes do ensaio de segunda-feira, conclui. "Na verdade, seria mais fácil começar com outra ópera. É uma obra grandiosa, difícil de produzir, em todos os sentidos. Mas acho que, por isso mesmo, é uma aposta minha, para marcar esta nova fase da história do Municipal."

Aida sobe ao palco hoje à noite e fica em cartaz até o dia 25. Serão dez récitas - e nove delas já estão com ingressos esgotados. Tamanha expectativa é justificada. Quando assumiu a direção artística do Municipal, Neschling não apenas fez críticas às produções de antigas gestões como prometeu um "novo padrão de qualidade". O trabalho, claro, está apenas começando - mas é a partir de hoje que o público poderá conhecer, sobre o palco, as ideias de Neschling a respeito da ópera.

O maestro sabe disso. E, para Aida, mobilizou um elenco de estrelas internacionais e brasileiras que vai custar cerca de R$ 1,5 milhão e, ao lado de dezenas de figurantes, será comandado pelo diretor cênico Marco Gandini, que chega a São Paulo com montagens no Metropolitan de Nova York e no o Scala de Milão como credenciais.

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