Sob fuzis e aplausos, obras roubadas voltam ao Masp

Obras de Picasso e Portinari foram devolvidas à instituição cercadas por forte esquema de segurança

FERNANDA EZABELLA, REUTERS

09 de janeiro de 2008 | 14h52

As duas obras roubadas do Museu de Arte de São Paulo foram devolvidas à instituição nesta quarta-feira, 9, sob um forte aparato policial e aplausos dos curiosos que se aglomeraram no vão livre do museu.  Veja também: Polícia recupera obras roubadas do Masp em dezembro EXCLUSIVO: assista ao vídeo com imagens do roubo Masp não tinha seguro para os quadros de Picasso e PortinariLadrões roubam quadros de Portinari e Picasso do MaspBrasil é o quarto do mundo em roubo de obras culturaisBlog do Daniel Piza: um roubo, uma crise e a tristeza Veja galeria de fotos do roubo da Masp  Veja como foi o roubo no Masp Mais de 10 viaturas da Polícia Civil, um helicóptero e inúmeras motos e policiais armados com fuzis escoltaram o furgão que levava as telas de Picasso e Portinari, roubadas em uma madrugada de dezembro por três bandidos. Quando o comboio chegou à avenida Paulista, onde fica o Masp, a rua foi interditada. Após as obras serem retiradas do veículo, fotógrafos, cinegrafistas e curiosos que se espremiam para ver a cena esboçaram decepção: as obras estavam embaladas. Mas, na sequência, aplaudiram o final da operação. A polícia recuperou na terça-feira, em uma casa em Ferraz de Vasconcelos, região metropolitana da capital, o quadros furtadas em dezembro. Duas pessoas foram presas sob suspeita de envolvimento no crime, e uma terceira ainda é procurada. Segundo presidente do Masp, o arquiteto Júlio Neves, as telas "Retrato de Suzanne Bloch", do pintor espanhol Pablo Picasso, e "O Lavrador de Café", de Cândido Portinari, estarão em exibição na sexta-feira, quando o museu reabre para o público. O museu está fechado desde o dia 20 de dezembro. Durante coletiva de imprensa no auditório do Masp, após a chegada das obras, mais de 30 pessoas subiram ao palco, entre integrantes do conselho do Masp e autoridades da Secretaria de Segurança do Estado e da Polícia Civil. As duas obras também estavam no palco, protegidas por dois policiais armados com fuzis. "Este é o maior presente pelos 60 anos de história do Masp", disse Neves sobre o retorno das obras. Neves passou a maior parte do tempo elogiando o trabalho da polícia, falou pouco sobre o novo sistema de segurança do museu e depois fez um convite a todos para celebrar a volta das obras com champanhe. Na noite de quinta-feira, haverá uma festa de inauguração para duas exposições internacionais. A maior delas é a do artista japonês Tatsumi Orimoto, com 1.000 fotografias, 160 desenhos e 10 vídeos. A segunda exposição vem da Espanha e se chama "Caçadores de Sombras", com 92 fotografias de 16 artistas.

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