Sítio em Taubaté virou museu

Numa área de 18 mil metrosquadrados encontra-se o verdadeiro Sítio do Pica-Pau Amarelo nacidade de Taubaté, no Vale do Paraíba. A casa, onde Lobatonasceu e viveu sua infância, foi transformada no Museu Históricoe Pedagógico e hoje recebe centenas de crianças e excursões pormês. Com 12 cômodos grandes, a construção, apesar do tamanho, ésimples e não ostenta nenhum luxo. Janelas em madeira e paredesem taipa-de-pilão são as características do imóvel, construídono século 17. A casa está localizada numa chácara, no centro deTaubaté e, em forma de uma letra T, é típica dos sítios daschamadas "cidades do café". Tombada pelo Condephaat em 1962, aconstrução passou por um período de restauração até 1979 ondeforam mantidos o piso com tábuas em jatobá, o forro em madeira eos beirais externos. Apesar da idade, a construção é uma dasmais bem preservadas do Estado de São Paulo. "É um lugar que requer vigília constante por causa dovolume de visitação. Não só na construção, mas como ao redor dacasa", diz a historiadora Conceição Molinaro, que esteve àfrente da adminstração do local por cinco anos. Ela conta que,nos últimos seis anos, foram feitas a ampliação dos sanitáriosna parte externa e a construção de uma pequena copa, que servede refeitório para os funcionários, na mesma área. "O solo foirecuperado, já que, a maioria das árvores é original e tinhasuas raízes expostas com a ação do tempo. Enquanto o museu e os personagens traduzem para osvisitantes a consagração de Monteiro Lobato no País, um livro,que está sendo elaborado em Taubaté, promete trazer detalhesinéditos da vida do escritor, além de confidências do autorfeitas em cartas particulares. O material para o livro estásendo retirado de 57 cartas que Lobato escreveu para o amigoCecídio Ambrógi nas décadas de 20 e 40 e outras 17 endereçadas aoutras pessoas de Taubaté.

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