Sites aproveitam filme de Ang Lee para espalhar vírus

Novo filme do diretor, 'Lust, Caution', teve cenas cortadas para exibição na China

Reuters

19 de novembro de 2007 | 14h42

Uma empresa chinesa de software antivírus fez um alerta contra ofertas de downloads gratuitos do novo filme do cineasta Ang Lee, Lust, Caution, afirmando que várias centenas de sites que fazem anúncios do material estão contaminados com vírus. O filme tem sido um sucesso na China, arrecadando 90 milhões de iuans (US$ 12,12 milhões) em suas duas primeiras semanas de exibição, apesar de perder sete minutos aos censores chineses, e tem sido apontado por alguns como o maior sucesso do ano. "As pessoas deveriam ter cuidado com sites que disponibilizam arquivos gratuitamente pois suas senhas pessoais podem ser roubadas", disse Li Ting, da Rising International Software, à Reuters. Ela disse que centenas de sites que promovem Lust, Caution estão contaminados com vírus assim como 15% dos links para baixar o arquivo. "Hackers estão aproveitando os sites populares de entretenimento sobre cinema e música para atacarem computadores pessoais e espalharem vírus", afirmou. Um engenheiro da empresa foi o primeiro a encontrar o vírus na semana passada - a sua tela ficou preta e ele perdeu sua senha de seu sistema de mensagens instantânea. O filme que se passa em Xangai durante a Segunda Guerra Mundial mostra cenas longas e algumas vezes violentas de sexo. Lee, que ganhou um Oscar de melhor diretor em 2005 pelo polêmico drama Brokeback Mountain, pessoalmente editou Lust, Caution para permitir que os censores chineses aprovassem a exibição da produção na China. Os cortes, entretanto, fizeram com que uma onda de cinéfilos no sul da China cruzassem a fronteira do país com Hong Kong para assistirem à versão completa do filme. Enquanto isso, médicos chineses fizeram um alerta aos espectadores para não tentarem repetir algumas das posições mais acrobáticas que são exibidas no filme completo, segundo o site oficial da agência estatal de notícias Xinhua. "Somente mulheres com corpos flexíveis e que têm experiência em ginástica ou ioga podem executá-las (posições). Para o público médio, repetir indiscriminadamente os movimentos pode causar dano físico desnecessário", disse Yu Zao, vice-diretor de um hospital para mulheres da província de Guangdong, à agência.

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