Sinhá Moça capricha no romance para segurar ibope

Menos sofrimento de escravos e mais cenas de amor. Essa é a mudança gradativa que o remake de Sinhá Moça estaria sofrendo na Globo nos últimos dias. Fontes da emissora garantem que, preocupada com a audiência do horário - que desceu da casa dos 40 pontos para os 30 pontos - a direção da rede teria pedido aos autores da trama que adicionassem mais romance ao folhetim, que tem como seu pano de fundo a sociedade escravagista da época. Sinhá Moça, que estreou em março com média de 35 pontos, viu, nas semanas seguintes, sua audiência cair para a casa dos 30 pontos. As cenas de maltrato aos escravos, famosas em sua primeira exibição, teriam espantando um pouco a audiência, acostumada a tramas água com açúcar que vinham loteando o horário. Por isso, o pedido então de mais romance no ar. Edmara Barbosa, uma das filhas de Benedito Ruy Barbosa que está fazendo o remake da trama, diz que a novela, desde seu início, trata de amores e da luta dos negros por sua liberdade e que os dois assuntos têm espaço cativo com o público. "Mantemos a estrutura da novela, que originalmente tinha muito romance. Mas nosso trabalho de adaptação também consiste em aumentar a participação de alguns personagens", contesta ela. "Na primeira versão da novela, a Cândida (Patrícia Pillar), por exemplo, era um pouco mais apática e agora influenciará mais na vida da filha." Edmara não revela o conteúdo das pesquisas de opinião realizadas sobre a novela, mas garantem que a maioria dos personagens está sendo muito bem-aceita pelo público, como o casal protagonista Débora Falabella e Danton Mello, Osmar Prado e Patrícia Pillar, e o vilão vivido por Humberto Martins. "Ele se consagrou como galã e é muito bom vê-lo como vilão", garante ela.

Agencia Estado,

18 de abril de 2006 | 09h45

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