Simulações contam com improviso para garantir realismo

A proposta de dar mais realismo aos casos fez com que há um ano fosse introduzida a dramatização de alguns casos exibidos no Fala Que Eu Te Escuto. As cenas são gravadas e vão ao ar no mesmo dia, com contratados da Pro-Arte, agência que tem um quadro de 1.500 atores e modelos, além de mais de 10 mil figurantes.Segundo o empresário Joaquim Ribeiro, os atores mais experientes são designados para este trabalho. "O Fala Que Eu Te Escuto é diferente, pois tem textos livres e permite que os atores improvisem. Eles criam o diálogo de acordo com o tema, mas o essencial é que exista uma sintonia entre os participantes. As exigências são bastante diferentes, pois normalmente a televisão não quer improviso dos atores, já que estão mais interessados na capacidade de decorar textos."Já que a ordem é improvisar, a corrida sempre é contra o tempo. De um ano para cá, houve vezes em que a agência foi acionada para as gravações às 18 horas, pouco mais de seis horas antes do programa ir ao ar.A produção dá orientação geral do que quer e em cima disso, os atores criam livremente. "Os atores gostam muito deste programa, pois se envolvem e tudo parece muito real. Alguns choram, se revoltam. É algo bem realista", conta Ribeiro, revelando que o cachê pago por participação é de R$ 70, enquanto os figurantes ganham em média R$ 30.Para o ator Augusto César Alves, 33 anos, que já participou de três gravações, esta é a oportunidade de conseguir espaço no veículo de comunicação que um dia sonha conquistar. Natural de Três Lagoas, Mato Grosso, há oito anos batalha a carreira artística. "O programa é simples, mas dá muita experiência aos atores. É uma espécie de escola, só que com a vantagem de não ter que pagar mensalidade ou coisa parecida. Ao invés de ficar na teoria, você aprende na prática".

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