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Show de Teresa Cristina atrasa e sambista abre apresentação na Virada Cultural com oração

Sambista pede desculpas pelo atraso de mais de uma hora, explica que a culpa não foi sua e reconquista a plateia no primeiro samba

Julio Maria, O Estado de S. Pauo

18 de maio de 2019 | 20h06

A região central de São Paulo estava bem tranquila nas primeiras horas Virada Cultural. A tensão no palco da Avenida São João, o MPB/Samba, era para que a cantora Teresa Cristina diminuísse o atraso do início de seu show, marcado para as 18h. Os músicos passavam o som ainda às 18h50, com a plateia ficando impaciente reunida em frente ao palco. Uma pessoa da organização só subiu ao palco para dizer algo à plateia às 18h55, prometendo que Teresa apareceria em cinco minutos. As vaias começaram.

Teresa seria acompanhada por sete mulheres que estavam ali para homenagear Dona Ivone Lara. Ela apareceu 19h05 e pediu desculpas: "Estávamos aqui havia muito tempo, mas precisaram de mais tempo para arrumar o palco. Mesmo não sendo nossa culpa, peço desculpas." 

Ela começou então pedindo que a plateia a seguisse em uma oração, chamada Ave Maria Preta, que passa pelas abençoadas Dona Ivone Lara, Dandara, Maria Quitéria e fechava com a frase "agora e na hora de nossa morte, Marielle vive."

Teresa fez então um show impecável, quase um desabafo por sua indignação com a produção nada pontual. Além de Dona Ivone, cantou Zé Keti, Luiz Melodia, Nelson Sargento, Cartola. Não fez o samba mais fácil, não jogou com populismo. Conseguiu reverter a situação antes tensa já no primeiro samba e teve a plateia nas mãos até o final.

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