Show de Paul McCartney reúne 50 mil em Porto Alegre

Paul McCartney subiu ao palco de seu primeiro show desta turnê no Brasil, no Beira-Rio, em Porto Alegre, com cinco minutos de atraso, às 21h05. Às 21h, ao mínimo sinal de movimentação, o público, de 50 mil pessoas, delirou diante de um alarme falso. Na entrada do Beatle, milhares de celulares piscavam nas arquibancadas.

AE, Agência Estado

08 de novembro de 2010 | 08h41

Paul, que já havia sido simpático no sábado, ao acenar para os fãs na porta do Hotel Sheraton, onde ficou hospedado, jogou para a plateia. Fez pose e dialogou com o público em português com forte sotaque britânico. "Boa noite, Porto Alegre. Boa noite, Brasil. Hoje eu vou tentar falar português, mas vou falar mais inglês. Obrigado, gaúchos." O show durou pouco menos que três horas e fechou com "Hey Jude" - Paul até pediu para os fãs acompanharem.

O Beira-Rio agitou-se mais nos clássicos dos Beatles: "All My Loving" (com cenas dele, John Lennon, George Harrison e Ringo Star jovens no telão); "Drive My Car"; "Long And Winding Road"; "I?ve Just Seen A Face"; "And I Love Her". Mas a plateia ficou emocionada com "My Love", dedicada à mulher Linda, que morreu em 1998. Depois, ele chamou o Beira-Rio: "Mais fortchê!", antes de atacar com a antológica "Blackbird".

Quando saiu do palco, foi chamado de volta com pedidos de bis. Voltou com uma imensa bandeira do Brasil e respondeu: "Ah, eu sou gaúcho!", antes de retomar com "Day Tripper" e "Get Back".

Abertura - Em meio a um "show família", o público era dos mais variados, com pessoas de várias idades. Caso de Fernanda Tonetto, de 33 anos, que estava acompanhada do filho, de 10. "Ele é muito mais fanático pelo Paul do que eu. E olha que descobriu sozinho, sem ninguém mostrar as músicas para ele."

Antes da apresentação de Paul, estava programada a abertura pela dupla Kleyton & Kledir, que não ocorreu por "problemas técnicos", segundo os organizadores do evento. No lugar dos dois gaúchos, quem entrou na fogueira foi o DJ Pic Schmitz, ao lado do saxofonista da Banda Dublê, Vinicius Neto, e do guitarrista Fred Mentz. Não escaparam das vaias durante a apresentação, que durou 30 minutos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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