Show de Morrisey encantou 8 mil fãs em SP

As lágrimas que escorriam dos rostos dos mais exaltados se confundiam com o suor que brotava de suas testas. Depois de 12 anos, Morrissey estava em São Paulo e, alvo de grande adoração, ele soube como tratar os 8 mil fãs que lotaram o Espaço das Américas, na noite de anteontem. Como em Everyday is Like Sunday, uma das melhores e mais angustiantes canções da carreira solo do músico e poeta, executada no meio do show. O domingo paulistano era cinza e chuvoso. Clima convidativo para assistir ao mito de Manchester, que, com voz aveludada e pouco convencional, acertou em cheio ao cantar sobre as inseguranças e medos adolescentes de modo intenso. Com o The Smiths, apesar do pouco tempo de banda, de 1982 a 1988, Morrissey tornou-se a voz de uma geração introspectiva. Com uma produtiva carreira sozinho, ele continuou relevante.

AE, Agência Estado

13 de março de 2012 | 11h14

Algo visível no último domingo. Nem o temporal do meio da tarde, ou a garoa insistente (tipicamente inglês) que seguiu até o fim da noite, impediu que a casa estivesse cheia quando Morrissey subiu ao palco, às 21h05. O diálogo entre duas chorosas guitarras, que culminou com entrada da banda, foi como uma fagulha em dinamite. First of The Gang to Die, de 2004, canção que tem aberto a turnê latino-americana, é o resumo do melhor do que Morrissey tem como compositor: conta a história de Hector, membro de uma gangue juvenil, o primeiro a pegar uma arma, a ir para a cadeia e morrer. Mas, por trás disso, o discurso traz questões como o fim da infância e, com ela, a inocência perdida, a descoberta do amor e a fragilidade da vida. Tópicos que assombram a alma de Morrissey e são expelidos como canções.

Vestindo uma bata amarela com poucos botões fechados (ele ainda trocou de roupa outras três vezes), Morrissey apresenta sinais da idade. O cabelo, todo grisalho, já não tem o volume de outrora. Contudo, sua voz ainda mantém o timbre aveludado. As informações são do Jornal da Tarde.

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