Sherlock Holmes: o detetive e a cidade

Museu britânico organiza grande exposição sobre o clássico personagem de Arthur Conan Doyle e sua relação com Londres

LONDRES, O Estado de S.Paulo

29 de junho de 2013 | 02h22

O Museu de Londres vai dedicar, em 2014, uma grande exposição a um londrino tão célebre quanto fictício: Sherlock Holmes, o enigmático e sagaz detetive criado pelo escritor escocês Arthur Conan Doyle (1859-1930). A ideia é explorar o personagem e a Londres do final da era Vitoriana, quando as aventuras foram escritas, e a época em que Conan Doyle situa as narrativas.

"A exposição contará a história por meio de objetos diversos, materiais multimídias, livros e ilustrações para evocar como era Londres na época dos livros", disse o porta-voz do museu Andrew Scott.

Manuscritos, fotografias e objetos relacionados a Holmes - que era viciado em morfina e cocaína - serão expostos ao lado de outros elementos próprios da cidade que serviu de inspiração para as obras.

Com sua mente brilhante e sua capacidade de dedução, Holmes fez sua primeira aparição em 1887, num romance de Conan Doyle. O Reino Unido era, então, uma potência mundial e Londres, a capital do império. As histórias do detetive, com escritório em Baker Street, e seu companheiro, o médico Watson, tiveram grande acolhida na era moderna e o interesse por elas continua geração pós geração.

O museu vai além do "chapéu, cachimbo e capa de chuva" para mostrar um Holmes multifacetado, "emulando sua própria capacidade de observação e mente analítica para chegar à verdade", diz a nota.

A exposição, a ser inaugurada no outono europeu de 2014, vai explorar também a relação do detetive com a cidade, que se converte em personagem em algumas das aventuras.

O Museu de Londres espera que a mostra dedicada a Sherlock Holmes possa reproduzir o êxito da recente exposição Dickens e Londres, dedicada ao escritor Charles Dickens nos 200 anos de seu nascimento, data celebrada em 2012. Ela atraiu 100 mil visitantes. / EFE

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