Shell elege o novo

A nova dramaturgia carioca - na figura de Christiane Jatahy, diretora de Julia, adaptação do clássico de Strindberg, e Felipe Rocha, autor de Ninguém Falou Que Seria Fácil - foi destaque na 24.ª edição do Prêmio Shell, realizada anteontem à noite, no Rio.

ROBERTA PENNAFORT / RIO, O Estado de S.Paulo

15 de março de 2012 | 03h10

Charles Fricks e Dani Barros, ator e atriz vencedores, foram agraciados pelo duro trabalho de composição de duas personalidades bem complexas: o pai de O Filho Eterno e a catadora de lixo de Estamira. Christiane viu no prêmio um significado maior: "É o reconhecimento de uma trupe de artistas que fazem um trabalho que experimenta mais na relação da própria cena com o público". Felipe Rocha é "da mesma patota", como Pedro Brício e Rodrigo Nogueira, outros jovens autores com quem concorreu. "O teatro experimental pode ser comunicativo e divertido."

Charles - que estreia sábado no Sesc Consolação - e Dani - no Sesc Pompeia a partir de julho - louvaram a boa resposta a seus monólogos, que desmente a crença de que, no Rio, só comédias e musicais vingam.

A plateia se dividiu na hora da homenagem à crítica Barbara Heliodora, feita pela amiga Fernanda Montenegro. Barbara, que tem 88 anos e é considerada a maior autoridade em Shakespeare no Brasil, não recebeu o aplauso de todos. Fernanda brincou: "Eu já tive espetáculos desancados por você. Hoje eu quero dizer que você estava certa".

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