Série dos anos 60 "Perdidos no Espaço" volta em DVD

A família Robinson ainda não encontrou o caminho da Terra, mas a série Perdidos no Espaço, que conta suas aventuras em outras galáxias na espaçonave Júpiter 2, tem um destino certo: o sucesso. Ao menos foi o que constataram os executivos da Fox Home Entertainment, que lançam na quarta-feira a primeira temporada de um dos seriados mais cultuados no Brasil - a caixa com os primeiros 29 episódios em preto-e-branco, distribuídos em oito DVDs (R$ 199,90), foi tão disputada na pré-venda por internet que a empresa já antecipa para o fim do ano o lançamento da segunda temporada. E a versão nacional de Perdidos no Espaço oferece uma verdadeira jóia: além do som digitalizado e remasterizado em inglês, foi mantida a dublagem brasileira, uma vitória dos fãs do seriado que desenvolveram toda uma estratégia de convencimento junto à Fox para que fossem preservadas as vozes de Borges de Barros (Dr. Smith) e Maria Inês (Will Robinson), entre outros. "Trata de um justo reconhecimento, pois muito do sucesso da série se deve justamente à dublagem", comenta Gilberto Baroli, responsável pela voz do Robô B-9. Perdidos no Espaço foi criado pelo produtor Irwin Allen que, temeroso de um fracasso, inicialmente rodou os episódios em preto-e-branco. Em 1964, foi gravado um piloto do seriado, No Place to Hide (Nenhum Lugar para se Esconder), uma raridade de 60 minutos pois não foi exibido na TV mas consta no pacote lançado agora pela Fox. É curioso pois não conta com o Dr. Smith e o robô, que se tornaram depois a grande marca da série e que foram inseridos depois para dar mais intensidade à trama. Para quem não sabe (ou não se lembra), Perdidos no Espaço começa no ´longínquo´ dia 16 de outubro de 1997 quando a família Robinson (John, o pai, professor de astrofísica; Maureen, a mãe, bioquímica; e Judy, Penny e Will, os filhos, todos com inteligência acima do normal) embarca na nave Júpiter 2, pilotada pelo major Don West, para colonizar Alpha Centaury, região no espaço que se assemelha às condições da Terra. O motivo da missão é descobrir uma alternativa de vida, uma vez que o nosso planeta já se encontra superpovoado. A viagem, porém, corre risco, pois um traidor, Zachary Smith, programa o robô que viaja à bordo para destruir a nave oito horas depois do lançamento. Atrapalhado, Smith não consegue deixar o Júpiter 2 em tempo e acaba viajando com os Robinsons. Sua presença, no entanto, descontrola o programa de viagem e o Júpiter 2 sai da rota e se perde no espaço. A série foi ao ar pela CBS entre 1965 e 68 no horário nobre, superando o campeão de audiência Família Buscapé. Teve 83 episódios gravados em três temporadas. Se os primeiros capítulos foram em preto-e-branco, as duas temporadas finais ganharam cor, graças ao sucesso, especialmente pela mudança de rota - inicialmente dedicado à ficção científica, o seriado ganhou um reforço no humor, por conta das encrencas provocadas pelo trio Smith, Will e o robô. Os efeitos especiais, para os padrões atuais, são pré-históricos e pouco interesse havia em um rigor científico - em todos os planetas que os Robinsons pousavam, os extraterrestres não apenas falavam inglês como, às vezes, usavam roupa de tirolês e trombetas de chifres viking. E Smith, vivido por Jonathan Harris, ganhou destaque graças à sua covardia e aos insultos destinados na maioria das vezes ao robô. Entre novembro e dezembro, a Fox deve lançar a segunda temporada com 30 episódios. E a terceira, com 24, fica para o próximo ano.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.