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Série de performances Fin La! La!La! examina nova velha tendência mundial da Live Arte

Tendência já debatida na Europa e nos Estados Unidos é o centro de projeto que começa nesta sexta (9)

O Estado de S.Paulo

08 de agosto de 2013 | 19h36

Os problemas do financiamento da arte, público ou privado; a questão da liberdade de produção ao largo das pressões financeiras; o imperativo de ter de atingir grandes audiências para agradar demandas de mercado.

O retorno da chamada Live Art (um princípio de arte performática hoje em dia capitaneado por pequenos coletivos artísticos) ao centro do debate artístico na Europa e Estados Unidos é uma realidade já consolidada. No Brasil, a onda desembarca aos poucos e nesta sexta (9) vê a estreia do projeto Fin La! La! La! Finlândia-Brasil: Experimento Live Art. O programa envolve cinco performances e vai até o dia 15, quando haverá debate com os artistas envolvidos (Elisa Band, Karolina Kucia, Tero Nauha, Cássio Santiago e Juha Valkeapää).

O primeiro trabalho a ser apresentado é Executed Stories, de Juha Valkeapää, uma leitura-performance sobre a pena de morte. Valkeapää conta histórias de executores e executados e aborda os diferente métodos de execução.

Karolina Kucia apresenta seu trabalho Parasitic, uma performance que reflete sobre “relações que são desiguais, interrompidas e algumas vezes desconfortáveis”. Segundo informa, é um trabalho sobre a transformação do público em privado. Life in Bytom é uma performance de Tero Nauha, cujo foco são os impactos das políticas neoliberais e as transformações que promoveu na cidade de Bytom, no Sul da Polônia. Bytom é vista como um local de concentração de mudanças sociais, mentais e políticas que marcaram a Europa nos últimos 20 anos. É parte do trabalho de doutorado de Nahua na Theatre Academy of Art University de Helsinki.

Juntas, a artista paulistana Elisa Band e a polonesa Karolina Kucia criaram uma performance colaborativa intitulada Perfect Shipwreck Tour, que acontece durante uma viagem de ônibus por São Paulo. É construída com fragmentos de narrativas e corpos, lugares e épocas distintas de São Paulo, Helsinque, São Petersburgo e Polônia. Nauha, Valkeapää e o diretor e dramaturgo brasileiro Cássio Santiago criaram Astronomer: experiment, trabalho que parte da colaboração entre Antonin Artaud e Edgar Varèse em 1932.

O evento chama a atenção para o nó da cena contemporânea. “O clima atual da economia está polarizando o mundo da arte, criando uma crescente divisão entre o suprimento da arte como bem de luxo para aqueles que podem despender quantias fabulosas em objetos, e projetos de artistas em pequena escala”, disse o curador independente britânico David Thorp ao jornal inglês The Guardian. “Para muitos artistas, o mainstream do mundo da arte se divorciou de qualquer verdade filosófica que uma vez foi base de sua inspiração”. Thorp analisava a crescente onda da live art, da qual ele é um dos entusiastas com o Performance Studio de Londres.

FIN LA! LA! LA!

Sesc Pinheiros. Rua Paes Leme, 195, 3095-9400. De 9 a 18/8. Grátis – http://www.mam.org.br

Parque do Ibirapuera. 5085-1300. De 13 a 15/8. Grátis – www.sescsp.org.br

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