Série da HBO mostra dia-a-dia de uma família poligâmica

Segundo dados oficiais, só nos EstadosUnidos cerca de 40 mil pessoas praticam a poligamia. Os númerosreferem-se somente a pesquisa realizada nos Estados de Utah e doArizona. O dia-a-dia de uma família poligâmica pode não sermuito diferente dos monogâmicos, só que os problemas são emdobro, triplo e talvez até em maior escala."Big Love", a nova série da HBO produzida por Tom Hanks, queestréia no Brasil no domingo, às 23 horas, causou rebuliço nosEUA quando lá estreou em março. "Amor Intenso", como está sendochamada pela própria emissora, trata do cotidiano de BillHenrickson, um tradicional cidadão de Salt Lake City, a capitalde Utah. Ele é um promissor homem de negócios, dono de umacadeia de lojas, que, entre cuidar do pai que está doente, levaros filhos à escola e ter tempo para jantar com os amigos, temainda de atender aos desejos e vontades de suas três mulheres.Cenário de sonhos para muitos homens não fosse a tarefa árdua deBill ter também de administrar o ciúme delas. Mais que isso,diante de problemas com o pai, que é internado e descobre queestá sendo envenenado, e brigas judiciais com um dos seus trêssogros, entra em processo de estafa e tem de recorrer ao Viagra. O mais interessante é que a história se passa na capitaldos mórmons. Oficialmente chamada de Igreja de Jesus Cristo dosSantos dos Últimos Dias, a igreja mórmon foi fundada em 1830 porJoseph Smith, que pregou a poligamia como forma de ascender aoscéus. Em 1890, os mórmons baniram a prática e hoje expulsam quemaderir a ela. Mas, como mostram os números, ainda há muitosadeptos. Por se passar em Salt Lake City, o Estado-sede dosmórmons, a HBO revoltou os integrantes da comunidade religiosa.Em meio a uma grande polêmica, os líderes da igreja mórmonnegociaram com a emissora a inserção de uma nota no final doprimeiro episódio da série esclarecendo que "Big Love" não tratade uma família mórmon e que esta comunidade baniu esta prática.O Estado de Utah também proíbe a poligamia. No entanto, aassociação é inevitável. No Brasil, o assunto deve levantar alguma poeira. É penaque, por enquanto, só os assinantes poderão conferir as agrurasde Bill, interpretado pelo ótimo Bill Paxton, e suas mulheres.Barbara (Jeanne Tripplehorn) é a mais velha, que, após uma crisede saúde, precisa da ajuda de Nicki (Chloë Sevigny) para cuidardas crianças. Nicki logo é ?convidada? a fazer parte da família.Mas logo perde o trono de ?caçula? do clã para a espevitadaMargene (Ginnifer Goodwin), jovem que diz não ter vocaçãonenhuma para o papel de ?esposa e mãe?. O fato é que a poligamiarendeu tanto assunto e audiência que já está sendo preparada umasegunda temporada.

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