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Série best-seller 'O cemitério dos livros esquecidos' mais perto do fim

Catalão Carlos Ruiz Zafón lança 'O Prisioneiro do Céu', penúltimo volume da coleção

MARIA FERNANDA RODRIGUES, O Estado de S.Paulo

17 Julho 2012 | 03h09

Em 2001, o catalão Carlos Ruiz Zafón lançou A Sombra do Vento, o volume de estreia da tetralogia O Cemitério dos Livros Esquecidos, que ganhou o mundo e o transformou em um dos maiores best-sellers da Espanha da atualidade. Depois veio O Jogo do Anjo e agora chega às livrarias brasileiras O Prisioneiro do Céu. O derradeiro deve ficar pronto em dois anos. "Será a grande final, a soma de todos os anteriores e a saída do labirinto", adianta Zafón ao Caderno 2.

Os livros são interligados, mas podem ser lidos de forma independente e em qualquer ordem.

O escritor conta que este terceiro título é o lugar onde se encontram todos os primeiros da série, onde Fermín, que é o centro moral da história, revela um grande segredo que leva o leitor adiante ao mesmo tempo em que o faz voltar no tempo.

Em O Prisioneiro do Céu, Daniel, amigo fiel de Fermín e filho do senhor Sempere, dono da livraria onde se passa boa parte das histórias, tem de lidar com o mal e com o sentimento de vingança que crescem dentro dele. Todos os outros personagens escondem segredos e pequenas histórias que podem ter leituras positivas e negativas. Mais ou menos como o que acontece com qualquer pessoa na vida real. "Todos temos segredos, alguns desconhecidos de nós mesmos. Uma das coisas que a literatura faz é ajudar-nos a revelar o que carregamos dentro de nós porque a literatura é o grande livro da vida e nos fala de nossas emoções, desejos e medos e nos dá a chave para entendermos a essência de nossa própria alma."

O ponto de partida dessa história, que assim como as outras tem a Barcelona do início do século 20 como cenário, é a visita de um misterioso homem à livraria. Ele, que não aparenta entender de literatura, compra a edição mais rara e cara da loja - um volume de O Conde de Montecristo. Começa aí uma perseguição pelas vielas da cidade e pelas tramas da memória dos que sobreviveram à temporada forçada na prisão de Montjuic. A narrativa vai e volta no tempo, alternando-se entre os anos 1939, 1940 e 1957.

Para o autor, a experiência de escrever esta obra foi mais divertida e amena. "Eu vinha do túnel escuro do Jogo do Anjo e agora pude passar um tempo com Fermín, um personagem que traz o melhor da natureza humana e que mostra o caminho da claridade."

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