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Sensual, cigana, pop, ''loca'' e molhada

Estrela maior do Pop Music Festival, Shakira embala o Morumbi na chuva

Lauro Lisboa Garcia, O Estado de S.Paulo

21 de março de 2011 | 00h00

A chuva incomodou, mas não chegou a comprometer o Pop Music Festival, anteontem no Morumbi, como aconteceu em Brasília. Hoje será definido o esquema de devolução de valores em caso de desistência, já que o cantor jamaicano Ziggy Marley e o DJ britânico Fatboy Slim não poderão se apresentar na nova data para a capital federal (leia no quadro).

Sem querer menosprezá-los, nem um nem outro fará falta aos fãs de Shakira - mulheres na maioria e gays em enorme escala. As 53 mil pessoas que compareceram ao Morumbi não deram muita bola ao bom roots reggae do filho de Bob Marley, que só animou a maioria com hits do pai, como Is This Love. A audiência do estádio desabou logo depois da saída da cantora colombiana. A previsível baladinha dance de Fatboy seguiu já com um gosto de ressaca na festa dela. Train e Chimarruts também pareciam estar ali só para fazer número.

Temendo a chuva e com a intenção de fazer um show mais longo, a estrela da noite pediu para que os shows antes de abertura fossem antecipados. Só que ela tinha uma entrevista coletiva marcada para as 17 horas para falar de seu perfume e só apareceu no encontro às 19h30. Com isso, o show começou mais de 10 minutos além do previsto anteriormente e teve duas músicas a menos do que em Porto Alegre. O que não mudou foram as falas da cantora, que disse em bom português que seu único desejo era divertir o público. "Porque hoje eu sou paulista" (no Sul ela foi "gaúcha", obviamente).

Agora, quem queria diversão teve, mesmo com alguns problemas e sutilezas de arranjos diluídas na arena. Logo nas primeiras músicas, Shakira reclamou do microfone. Num dos números finais sua voz não saiu. Aliás, pouco se entendeu do que ela cantava na maior parte do show, já que a qualidade do som não era das melhores.

Shakira é uma grande entertainer, como cantora está na média da maioria dos ídolos pop, mas tem estilo, embora em certos números parecia usar play back. Em momentos de calculado efeito, lembra outras divas do gênero. O bom bloco acústico em que ela vem para a ponta da passarela e canta Nothing Else Matter (do Metallica), seguido de Gypsy (em que dança flamenco e toca gaita), lembra o que Madonna já fez com La Isla Bonita. Foi quando melhor se ouviu sua voz.

Atirando em diversos alvos sonoros (pop, rock, dance, música árabe e latina), em inglês e castelhano, Shakira esbanja carisma e sensualidade. Tem corpo de mola, que arrasa em várias coreografias - a melhor delas, a dança do ventre. Trocou de roupa várias vezes e tirou partido até da garoa fria e intermitente que caiu durante quase toda a noite, cantando e dançando na chuva. Saiu molhada e deu o que os fãs queriam no final bombástico, a partir de Loca, e no bis com Hips Don"t Lie e Waka Waka.

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