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Senhora Lincoln

Sally Field volta ao cinema e conta como convenceu Spielberg a deixá-la atuar no filme sobre presidente dos EUA

Tonica Chagas, especial para o 'Estado', Nova York,

30 de dezembro de 2012 | 02h05

Ela nunca foi unanimidade, mas mesmo seus mais ferrenhos críticos acham que a interpretação de Sally Field em Lincoln é a melhor desde Norma Rae, com que a atriz ganhou, em 1980, o primeiro de seus dois Oscars. Dirigido por Steven Spielberg, com Daniel Day-Lewis como o 16.º presidente dos Estados Unidos, Lincoln estreia no Brasil em 25 de janeiro e é concorrente certo em várias categorias na premiação máxima do cinema americano. No anúncio dos indicados para o Oscar no próximo dia 10, é bem provável que o nome de Sally esteja na lista para melhor atriz coadjuvante por sua Mary Todd Lincoln - papel que quase perdeu por causa da idade. Só ficou mesmo com ele porque pediu a Spielberg para ser submetida a um teste, como contou ao Estado.

Sally garantiu o papel da mulher de Lincoln no filme de Spielberg com a coragem da líder trabalhista de Norma Rae e da fazendeira que enfrenta a viuvez e trabalho penoso em Um Lugar no Coração, com que ganhou seu segundo Oscar, em 1985. Para completar a caracterização da personagem, engordou mais de dez quilos e se expôs diante das câmeras de rosto limpo, sem maquiagem. Destacou-se em todas as listas de melhores do ano - e, nos dias 13 e 27, concorre ao Globo de Ouro e ao prêmio do Screen Actors Guild.

Aos 66 anos de idade e perto de completar 50 de carreira, Sally tem quase a mesma carinha de Gidget, a garota surfista de uma das primeiras séries em cor da TV americana e na qual ela estreou em 1965. Com 1,59 m de altura, ainda conserva a leveza da Irmã Bertrille, sua personagem em A Noviça Voadora, seriado que estrelou entre 1967 e 1970 e a tornou conhecida internacionalmente. De lá para cá, foram centenas de participações em programas e séries de TV, como os mais de cem episódios da recente Brothers & Sisters, produzida entre 2006 e 2011 e na qual, além de fazer o papel da matriarca Nora Walker (pelo qual venceu o Emmy), também trabalhou como produtora executiva.

Em cinema, Sally Field já passou dos 60 filmes. Mas, apesar do reconhecimento, enfrentou momentos em que pensou ter fracassado e que não voltaria mais a atuar. "Houve períodos de grande atividade e outros em que não aconteceu absolutamente nada. E eu me contorcia, buscava outros caminhos", lembrou a atriz em entrevista a Oprah Winfrey. Um desses momentos ocorreu justamente em 2011, quando, seis anos depois do convite para fazer Mary Todd, ela se viu diante da possibilidade de perder o papel.

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