''Sempre quisemos pôr a cara do Brasil na tela''

Luiz Carlos Merten, O Estado de S.Paulo

27 de agosto de 2010 | 00h00

Cacá Diegues. Sonho do Cinema Novo transformado em novo filme      

 

 

 

 

 

 

 

Cacá Diegues estava afônico ontem, quando falou com o repórter, pelo telefone, do Rio. "Tenho falado muito sobre o 5 Vezes Favela, e é sempre um prazer para mim", conta o diretor, que tem crédito de produtor do filme que estreia hoje, por meio de sua empresa, a Luz Mágica. Foram quatro anos e meio de uma batalha que agora chega ao seu momento mais importante, quando 5 Vezes Favela chega ao circuito e nasce para o público.

"Nunca pensei se o filme sobre a favela feito pelos de dentro seria melhor. Não era isso. Mas me parecia importante, tendo acompanhado tantos jovens de periferia em oficinas - de tudo: direção, roteiro, interpretação, fotografia -, dar a eles as melhores condições para que pudessem se expressar. Acho que estou realizando um dos sonhos da minha geração de Cinema Novo. Sempre quisemos colocar a cara do Brasil na tela e agora extrapolamos. A periferia, que era nosso tema, olha para si mesma, reflete sobre si mesma."

Em Cannes, Cacá ouviu do lendário presidente do maior festival do mundo, Gilles Jacob, que assistir ao novo 5 Vezes Favela era como reencontrar as origens do Cinema Novo. A passagem está feita. Os jovens, apadrinhados, conquistam seu espaço. Cacá pode voltar ao longa que pretende realizar. Em 2011.

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