'Sempre foi personagem de seus livros'

Entrevista com Carol Kotscho, roteirista e produtora

Entrevista com

O Estado de S.Paulo

27 de junho de 2013 | 02h17

Como nasceu a ideia de contar a história de Paulo Coelho?

Sempre achei a trajetória dele incrível. É alguém que passou por tanta coisa. Um dia, vi um documentário produzido por um amigo sobre ele. Surgiu a ideia de ficcionar esta história.

O que mais a seduz?

O bonito da história dele é que viveu e conta dramas muito humanos. Sempre foi personagem de seus livros, mesmo que indiretamente, como em Verônica Decide Morrer, em que, por intermédio de uma mulher, fala de sua experiência na clínica psiquiátrica na adolescência. Escolhi fazer o recorte do início de sua vida até se tornar famoso, pois o drama dele, de não desistir de um sonho, é universal.

Você baseia o roteiro em 60 horas de entrevistas que fez.

Como foi o primeiro encontro?

No primeiro encontro, conheci o mago, cara misterioso, meio calado, mas depois descobri que é alguém muito divertido, muito culto. E é também machucado, que tem uma certa desconfiança. O começo foi difícil, mas depois que ele ganhou confiança, me deu carta branca.

Ele leu o roteiro? Aprovou?

Sim. Por vários motivos, demorei para escrever o primeiro tratamento. Quando entreguei, achei que era o começo de um processo. Mas ele respondeu: "Maravilhoso. Não mexo em nada para não estragar o que você fez". Fiquei tão surpresa e, ao mesmo tempo, feliz. / F.G.

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