Sem verba, APCA vê premiação prejudicada

O Teatro Municipal de São Pauloprepara-se para receber os profissionais que foram destaque natelevisão, rádio, cinema, teatro, teatro infantil, músicapopular e erudita, dança, artes visuais e literatura no ano de2001 - no dia 26 de março, ocorre a festa de entrega dos prêmiosda Associação Paulista de Críticos de Artes (APCA) aos que foramdestaque naquelas categorias. "O problema é que podemosorganizar uma festa bem abaixo de nossas expectativas por faltade verba", comenta Marcos Bragato, secretário daentidade.Segundo o orçamento previsto, são necessários R$ 50mil para a organização, quantia que viabiliza tanto acontratação de um serviço de bufê para a recepção prevista paracerca de 800 convidados até a confecção de convites, catálogos e, principalmente, do troféu, especialmente criado pelo artistaplástico Francisco Brennand. "Por enquanto, dispomos apenas deuma pequena economia e do pagamento das anuidades de 2001, o queé muito pouco", observa Bragato.O prêmio da APCA é um dos mais antigos em São Paulo esurgiu em 1951, quando foi fundada a seção paulista daAssociação Brasileira de Críticos Teatrais. Cinco anos depois,tornou-se Associação Paulista de Críticos Teatrais e foi só em1972 que assumiu a atual denominação. Desde então, vem contandocom o patrocínio de diversas empresas e entidades na suapremiação, como o Bank Boston, Banco do Brasil, SCI/Equifax,Banco Cidade, Editora Gráfica Raiz, Cossee Studio e o canal porassinatura Multishow (Globosat), além do co-patrocínio daSecretaria Municipal da Cultura e do Teatro Municipal."A importância do prêmio é reconhecida pela classeartística, que participa voluntariamente na apresentação dosvencedores e na realização de shows musicais", conta Bragato.Neste ano, estão previstas a intervenção de duo do Balé daCidade de São Paulo e a apresentação do Quarteto de Cordas daPrefeitura. Ainda não estão definidos os artistas que farão aapresentação - no ano passado foram a atriz Denise Fraga e oanimador de televisão Marcos Mion.A APCA é uma entidade sem fins lucrativos e sem sedeprópria (atualmente, ocupa um espaço cedido pelo Sindicato dosJornalistas Profissionais do Estado de São Paulo). Os escolhidosdeste ano foram selecionados a partir da votação de cerca de 50críticos em atuação em jornais e revistas de São Paulo. Entre osselecionados, o cantor Supla vai receber o prêmio de revelaçãodo ano na televisão, por sua participação na primeira edição doCasa dos Artistas, do SBT. O Grande Prêmio da Crítica ficoucom Brava Gente, do núcleo de Guel Arraes, na Globo. E omelhor apresentador foi Silvio Santos.No rádio, a Eldorado AM ganhou na categoria jornalismo,enquanto a Bandeirantes AM venceu na categoria esportes e a NovaBrasil FM, na de música. O filme Bicho de Sete Cabeças levouquatro troféus: filme, direção (Laís Bodanzky), ator (RodrigoSantoro) e roteiro (Luiz Bolognesi). No teatro, a peça MajorBárbara venceu como melhor espetáculo, direção (EduardoTolentino) e ator (Zécarlos Machado).Sete espetáculos infantis dividem os prêmios nastradicionais categorias: Chapeuzinho Vermelho, A Mão,Suburbia, Quase de Verdade, Os Saltimbancos, O Vôo2 e À La Carte. Na música popular, o melhor disco foiCondom Black, de Otto, e a cantora Cássia Eller, pelo seuAcústico MTV, vai receber um prêmio póstumo.Na música erudita, o grande prêmio da crítica foi paraNílson Lombardi. Na dança, o melhor espetáculo foi JoaquimMaria, de Márcia Milhazes. Tomie Ohtake foi a premiada nasartes visuais e o livro Eles Eram muitos Cavalos, de LuizRuffato, foi escolhido como melhor romance. Os interessados emparticipar da cerimônia de entrega devem contatar Marcos Bragatopelo telefone (0--11) 3868-3799.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.