Sem subestimar a sua inteligência

'Agora Sim', primeira sitcom nacional produzida pela Sony, aposta no humor refinado para conquistar a audiência

GABRIEL PERLINE, O Estado de S.Paulo

15 Setembro 2013 | 02h23

Diz o ditado que em time que ganha não se mexe. E, se a vitória não existe, pela lógica, mudanças entram em campo, certo? Mas não é exatamente isso que acontece com a Bitt Publicidade, agência fictícia da série Agora Sim, primeira sitcom nacional do canal Sony, feita em parceria com a produtora Mixer, que estreia dia 26, às 22h.

Em vez de investir na renovação de sua equipe criativa para conquistar o mercado, o publicitário Maurício Bittar (Fábio Herford) adota uma estratégia pouco convencional: aluga uma casa em frente ao prédio da principal agência do País e nela instala sua empresa, na esperança de que os bons fluídos batam à porta, mesmo que por engano.

"É uma série muito louca", diz João Daniel, diretor executivo da Mixer. "O pano de fundo é a publicidade, mas nosso foco são as pessoas e suas emoções. Queremos mostrar a vida de uma maneira muito irônica."

Por falar em engano, é assim que a estagiária Marina (Mayara Constantino) acaba contratada. Atrasada para uma entrevista de emprego na agência concorrente, chega à Bitt e percebe que errou o endereço. Ela até tenta corrigir a situação, mas Bittar acredita que a estudante é uma admiradora de seu trabalho e a coloca na atrapalhada equipe de criação, formada por Alan (Rodrigo Pandolfo) e Serginho (Thiago Pinheiro). "É uma menina sensata, que aos poucos se contamina com a loucura dos colegas", disse a atriz.

O sonho de atuar em uma grande empresa é deixado de lado quando Marina, em seus primeiros minutos de atividade, se vê em reunião com um dos clientes mais antigos da Bitt. Após ver os "criativos" apresentarem sugestões absurdas para uma campanha, ela salva a agência de um possível prejuízo.

Completam o time de malucos o puxa-saco Jurandir (Augusto Madeira), amigo de infância de Bittar; a gerente linha-dura Rosamaria (Amanda Lyra); e a secretária e "golpista" Dani (Larissa Machado). "Acho que toda empresa tem uma Dani, aquela sem noção que sonha conhecer um homem rico", brincou a atriz.

Riso espontâneo. A primeira temporada terá 13 episódios, com 30 minutos de duração. E, ao contrário das produções do gênero, não espere ouvir risadas da 'plateia fantasma' ao final de cada piada. "O brasileiro não gosta de se sentir forçado a rir. O humor desta série está tão bem construído que o riso será espontâneo. E a audiência agradece quando não subestimamos sua inteligência", afirmou João Daniel.

Para sair do papel, após quatro anos de conversas, a produção ganhou apoio de R$ 3,5 milhões da Ancine e atende à lei da TV Paga, que exige 350 horas anuais de produção nacional para todas as emissoras a cabo. "Optamos por iniciar com uma série de humor porque está no nosso DNA", disse Kátia Murgel, vice-presidente de programação da Sony. "Mas já estamos preparando conteúdos de outros gêneros para atender não somente a lei, mas principalmente os nossos telespectadores", garantiu Alberto Niccoli, vice-presidente do canal.

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