Selton Mello interpreta policial de elite em 'Federal'

Sob a sombra do sucesso de "Tropa de Elite 2", que acaba de se tornar o longa nacional mais visto no País, com mais de 6 milhões de espectadores, estreia hoje "Federal". Dirigido por Erik de Castro, o filme tem vários elementos que o colocam, inevitavelmente, em posição de comparação com o longa de José Padilha, diretor de Tropa. Na trama, um esquadrão de elite de policiais honestos faz de tudo para combater o tráfico de drogas. No time dos bandidos, o músico Eduardo Dussek interpreta o chefão do tráfico, Béque, principal alvo do esquadrão policial. Para colocar a droga no Brasil, Beque conta com a ajuda de um oficial americano corrupto, Sam, interpretado pelo ator americano Michael Madsen, de "Cães de Aluguel" e "Kill Bill 2".

AE, Agência Estado

29 de outubro de 2010 | 11h01

Na turma do bem, Selton Mello é o policial novato Dani, que se junta ao esquadrão comandado por Vital (Carlos Alberto Riccelli). Em meio a uma crise pessoal por não poder dar a atenção necessária à mulher, que está grávida, Vital é o herói de sua equipe. Dani, jovem e idealista, vê suas ilusões serem destruídas uma a uma, à medida que o combate entre policiais e bandidos vai ficando mais sangrento, com os criminosos sempre levando vantagem sobre seus amigos da corporação.

Diferentemente de Tropa, "Federal" não se aprofunda nas questões políticas que envolvem policiais, corrupção e tráfico, e mantém o foco na ação. Apesar de ter todos os ingredientes necessários para boas sequências - tiros, perseguições e cenas de sexo -, o filme não chega a ser eletrizante. A história fica confusa, fugas e prisões não são explicadas. Por exemplo, quando a polícia consegue invadir a mansão de Beque e prender seu advogado, o chefão do tráfico escapa. Mas o espectador fica sem saber como, já que o advogado e Beque conversavam tranquilamente na sala, pouco antes de o advogado aparecer baleado.

Os diálogos, cheios de frases feitas - como "Nesse País, é carnaval o ano inteiro" -, também podem decepcionar quem prefere textos mais inteligentes, originais ou maliciosos. Até as cenas de sexo, um tanto fora de contexto, causam estranheza. Para fãs do coronel Nascimento, Dani vai parecer suave demais, mas não deixa de ser divertido ver Selton Mello como um herói sedutor, numa cena quente com a Miss Colômbia, Carolina Gómez, que interpreta uma oficial da embaixada colombiana. As informações são do Jornal da Tarde.

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