Selton Mello e a defesa do ''não estilo''

Selton Mello chega de bermudão ao set de Billi Pig. A conversa com o repórter tem de ser interrompida para que ele seja preparado pela produção. Ressurge um outro Selton Mello - de terno e gravata. Esse outro Selton representa um trambiqueiro, um sobrevivente. Seu nome é Vanderlei.

Luiz Carlos Merten, O Estado de S.Paulo

21 Abril 2011 | 00h00

É casado com Marivalda, a personagem de Grazi Massafera. Selton trabalha na finalização de seu novo longa (o segundo) como diretor, O Palhaço. "Vai ser uma surpresa para quem espera ver Feliz Natal 2. Muita gente achou que aquele era o meu estilo de fazer cinema, mas não era. Gosto muito de Feliz Natal, mas aquele estilo convinha àquela história. A de O Palhaço pede outro visual, outro ritmo, humor."

Ele espera estar dando sua contribuição a um debate necessário ao cinema brasileiro atual. Na França, há alguns anos, a diretora Pascale Ferran, ao receber o César (por Lady Chatterley), defendeu a terceira via para o cinema francês. O filme do meio - nem blockbuster nem cinema de autor miúra, daquele que o público rejeita. É o que propõe Selton em O Palhaço e José Eduardo Belmonte em Billi Pig.

Enquanto o diretor e seus técnicos montam o plano, Selton relê suas falas. Parece moleza ficar ali sentado, enquanto os outros correm. O olhar de Selton no set mudou depois que ele virou diretor? "Acho que mudou o dos outros em relação a mim. Não sou do tipo que palpita sobre como o colega deve filmar."

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