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Há um culto a Leos Carax, e não apenas na França. Cahiers du Cinéma o tem na conta de gênio e dedicou páginas e páginas a seu novo longa-metragem, Holy Motors, que concorreu em Cannes, em maio. Mas Valerie Ferris, a codiretora de Ruby Sparks, também confessou ao repórter, durante o Festival do Rio, que Carax é um dos autores que fazem diferença no cinema atual.

O Estado de S.Paulo

18 de novembro de 2012 | 02h10

Autor bissexto, ele não filmava desde Pola X e voltou com uma história que saiu muito mais bizarra do que parecia no roteiro. Aliás, não há propriamente uma história, mas uma série de esquetes envolvendo um misterioso personagem que adota disfarces. Ele se locomove por Paris a bordo de uma limousine e tanto pode ser um milionário como uma velha mendiga.

Em Cannes, Carax deu uma de Terrence Malick e se fechou em copas. Não deu entrevistas, bancou o gênio recluso. No Festival do Rio, onde veio mostrar seu filme, foi outra pessoa. Afável, conversou com os críticos, brincou sobre o significado de Holy Motors e ironizou o próprio trabalho.

O que ele quer dizer com Holy Motors? Para o diretor, o mais importante é que o espectador pode elaborar ou construir a partir de seu trabalho. A limousine como representação do mundo também está em Cosmópolis, de David Cronenberg, com Robert Pattinson, que concorreu em Cannes (e já estreou). O elenco de Holy Motors inclui o ator-fetiche de Carax, Denis Lavant, e também Eva Mendes e a diva da música, Kylie Minogue. Ninguém se compara à grande personagem do filme, a limo. Prepare-se para o final surreal. / LUIZ CARLOS MERTEN

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