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O MONSTRO E O GIGANTE

, O Estado de S.Paulo

21 de agosto de 2011 | 00h00

Há um mês, ao chegar ao seu hotel para sua apresentação no festival de jazz de Enghien-les-Bains, a 50 km de Paris, o pianista cubano Chucho Valdés foi apresentado ao jovem músico brasileiro Hamilton de Holanda, que conhecia de shows na Europa mas nunca tinha encontrado pessoalmente. "Monstro!", disse Valdés a Holanda. O cumprimento, vindo de quem é conhecido como O Gigante do Jazz ("Dizem isso porque tenho quase dois metros de altura", diverte-se Chucho), é melhor do que ganhar um Grammy.

Hamilton, que morou na França em 2002, é descrito pela imprensa europeia como o "Príncipe do Bandolim". Naquela noite, no Cassino de Enghien-les-Bains, ele abriu o show de Jésus Dionisio "Chucho" Valdés, 70 anos e 80 discos, e eles iniciaram seu diálogo artístico. Hamilton até brincou com o desfibrilador que havia na entrada do local, que demonstrava que o Cassino se preocupava com a possibilidade de alguém perder tudo no jogo por ali e ter uma complicação cardíaca. Nesse clima escrachado, eles iniciaram as conversas para o show de abertura que fazem no festival TelefônicaSonidos, que começa nesta quarta. Eles tocam às 21h30.

"Outro dia, em São Paulo, eu tava cortando o cabelo e o barbeiro me reconheceu, disse que gostava muito do meu último disco. Eu conto isso para mostrar que é uma balela essa história de que as pessoas não gostam de música instrumental. Isso está desatualizado", diz Hamilton.

Outra parceria imperdível (que promete várias) é o encontro, na quinta, entre o irrequieto pianista cubano Omar Sosa e o violoncelista brasileiro Jaques Morelenbaum. Na sexta, tem Alex Cuba. Seu Jorge recebe Los Amigos Invisibles também na sexta, e Julieta Venegas reparte a noite com Marisa Monte. De madrugada, Carlinhos Brown agita com Los Van Van e Juan Formell. No sábado, Marina de la Riva e Pitingo. Entre outros. / JOTABÊ MEDEIROS

AMORES DE LELOUCH

Definido por Jean Tulard, no Dicionário de Cinema, como "profissional do amadorismo", o francês Claude Lelouch é um dos mais premiados diretores do mundo. Palma de Ouro, Oscar, César - Lelouch ganhou tudo. Seu novo longa, Esses Amores, atravessa a 2.ª Guerra Mundial, contando a história de uma mulher que amou demais. O próprio Lelouch é personagem. No fim, aparecem cenas de seus filmes. Todos tratam do amor. Esses Amores, apesar dos excessos, pode muito bem ser o melhor do cineasta. / LUIZ CARLOS MERTEN

VERMELHOS NOVOS

O vermelho é presença de destaque nas novas obras do escultor José Resende, que inaugura, na terça, mostra na Galeria Raquel Arnaud. A exposição é formada por um conjunto de peças de bronze e por instalação com seda. / CAMILA MOLINA

JOIAS INSTRUMENTAIS

Com um dos melhores discos do ano, o Quinteto Vento em Madeira divulga seu álbum homônimo. Integrando o time, a nata do instrumental brasileiro, com a flauta de Léa Freire (foto), os saxofones e as flautas de Teco Cardoso, o piano de Tiago Costa, a bateria de Edu Ribeiro e o contrabaixo de Fernando Demarco. Com apresentações ainda mais quentes em relação ao CD e improvisos memoráveis, o grupo mostrará temas como Vento em Madeira, Frango no Trevo e Copenhague. / LUCAS NOBILE

PORTAS ABERTAS

A estreia do musical Eu Te Amo Mesmo Assim, baseado na obra de Ovídeo e com direção de João Sanches, marca a reabertura do Teatro Itália. Laila Garin e Osvaldo Mil dançam e cantam Chico Buarque, Cartola e outros. / ELIANA SILVA DE SOUZA

NOITE DE CLÁSSICO

Após dez anos, está de volta aos palcos brasileiros o grupo Kirov Ballet, do Teatro Mariinsky de São Petersburgo. Considerada uma das companhias mais importantes do mundo, traz em seu repertório o clássico O Lago dos Cisnes. / E.S.S.

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