Seleção da semana

CARA FEIA MAIS AMADA DO ROCK

, O Estado de S.Paulo

29 de maio de 2011 | 00h00

Alice Cooper considera que o que faz é um tipo de sátira social. Como um monstro de Halloween, ele promete (e entrega) algum do melhor rock"n"roll do lado degenerado do gênero. Sua figura poderia assustar algum espectador mais desavisado, mas ele não só é um gentleman como também um propagandista dos bons hábitos. Mas não foi sempre assim: costumava exagerar na "vida loca" e no álcool, até que um dia, em estado lastimável, foi atendido por um médico em Las Vegas.

"Ele me disse que, se eu continuasse naquele caminho, provavelmente logo estaria tocando com meus amigos Jim Morrison e Jimi Hendrix no Paraíso em duas semanas." Largou todas as substâncias lícitas e ilícitas e passou a dedicar-se ao golfe, à família, ao espírito (converteu-se ao cristianismo). Mas nunca descuidou do rock"n"roll, e seus discípulos o adoram - podem colocar aí na lista seus amigos pessoais Marilyn Manson e Rob Zombie e os "novatos" Panic at the Disco! e Splipknot.

Alice Cooper entrou para o Guinness Book of Records nos anos 1970, por ter reunido o maior público de rock para um concerto no mundo - curiosamente, o fato se deu em São Paulo, em 1974, frente a 158 mil pessoas. Nascido Vincent Damon Furnier em Allen Park, Michigan, em 4 de fevereiro de 1948, Alice Cooper é um mito do rock. Disseminou uma cultura de apresentações teatrais, performáticas, cheias de sangue falso, animais, explosões. Johnny Rotten, dos Sex Pistols, o imitou para conseguir lugar na banda. "É tudo de brincadeira, como um filme de terror", disse Alice. "Eu sou como o Anthony Hopkins quando interpreta o Hannibal Lecter. Não é de verdade, é apenas uma representação", brinca. No ano passado, ele entrou para o Hall da Fama do Rock. "Foi como uma formatura. Quando você vê, tem ao seu lado McCartney, Jeff Beck, Pete Townshend, Elton John, você sabe que concluiu o curso. / JOTABÊ MEDEIROS

ALICE COOPER

Quando: Quinta, às 21h30. Onde: Credicard Hall. Avenida das Nações Unidas, 17.981, telefone 4003-5588. Quanto: De R$ 100 a R$ 400.

UMA FESTA IMPERIAL

Arquiteto, pintor, cenógrafo, figurinista, professor. Dono de múltiplos talentos, Flávio Império é o tema da exposição que o Itaú Cultural abre nesta quinta. Como foco, a mostra elegeu uma faceta menos explorada do seu legado: a serigrafia. Assinado pelo cenógrafo Helio Eichbauer, o espaço recria o universo das festas juninas - das quais o artista tanto gostava - e mescla-o ao ambiente de seu ateliê. Além de esboços de projetos e escritos de Império, estarão expostas suas matrizes originais de serigrafia. / MARIA EUGÊNIA DE MENEZES

OCUPAÇÃO FLÁVIO IMPÉRIO

Quando: De 2/6 a 17/7 . Onde: Itaú Cultural. Avenida Paulista, 149, telefone 2168-1776, metrô Brigadeiro. Quanto: Grátis.

MÉDICA EM CRISE

Em Estamos Juntos, Toni Venturi mescla o drama pessoal de uma médica (Leandra Leal) ao problema social dos sem-teto. O filme, que estreia na sexta-feira, foi o grande vencedor do recém-encerrado Cine-PE. / LUIZ ZANIN ORICCHIO

ESTAMOS JUNTOS

Direção: Toni Venturi. Gênero: Drama (Brasil-Argentina/ 2010, 111 min.). Elenco: Leandra Leal, Cauã Reymond, Nazareno Casero. Estreia sexta.

EM BUSCA DA ALMA

Através de uma linguagem contemporânea, o jazzista israelense Avishai Cohen explora a encruzilhada que há entre o blues e outros idiomas tradicionais. O músico já visitou o cancioneiro ladino e readaptações de canções folclóricas iídiche integram o repertório de seu novo Seven Seas, lançado aqui pela EMI recentemente. No palco, Avishai, expoente da forte cena de Tel Aviv, faz de tudo e bem: toca contrabaixo acústico, piano e às vezes canta. / ROBERTO NASCIMENTO

AVISHAI COHEN

Quando: Quarta, às 21 h. Onde: Sala São Paulo. Praça Júlio Prestes, 16. Informações e vendas: 2344-1051. Quanto: De R$ 50 a R$ 140.

MISTÉRIO JUVENIL

O poder da imaginação marca a peça juvenil 1001 Fantasmas, que a Cia. O Grito retoma no teatro Eva Herz. Inspirado na obra de Heloisa Prieto, o espetáculo conta as estranhas aventuras envolvendo o menino Vitor. / UBIRATAN BRASIL

1001 FANTASMAS

Quando: sábado, 4, 17h30. Onde: Teatro Eva Herz, Livraria Cultura do Conj. Nacional. Av. Paulista, 2.073, tel. 3170-4059. Quanto: De R$ 30 a R$ 15.

UMA CAÇADA GRÁFICA

Os arredores da Funarte - com seus postes, placas e até com a proximidade do Minhocão - tornaram-se elementos da grande instalação que Fernando Vilela exibe na instituição, obra em que ele mistura gravura, pintura e desenho. / CAMILA MOLINA

FERNANDO VILELA

Quando: Todos os dias, das 14 às 22 h. Até 31/7. Onde: Funarte. Alameda Nothmann, 1.058, centro, telefone 3662-5177. Quanto: Grátis.

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